Central do Brasil, no Rio, vira cenário de ação das Cidadãs PositHIVas

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13/03/2014 – 19h40 

Nesta quinta-feira (13), o Movimento das Cidadãs PositHIVas promoveu uma ação de conscientização sobre HIV/aids numa das estações de trem mais movimentadas do Rio de Janeiro, a Central do Brasil, que liga o Centro às zonas Norte e Oeste e 11 municípios da Baixada Fluminense. Passam por ali, por dia, mais de 700 mil pessoas. Durante a ação das PositHIVas, transeuntes que passavam pela entrada principal se deparavam com um enorme cartaz e um coletivo de aproximadamente 30 mulheres que os abordavam para participar da dinâmica do grupo.

A ideia era elaborar uma frase num papel colorido e colar no cartaz. Quem participava ganhava uma camisinha feminina ou masculina e botons da Supervia (concessionária que administra o transporte ferroviário). “Tenho amigos com HIV e eles têm uma vida normal. As pessoas não deveriam ter preconceito,” disse Bárbara da Silva, microempresária que passava pelo local.

Alguns curiosos olhavam mas ficavam à distância. Quem participava sentia ter feito algo importante. “ Estudo perto da Central, tenho um tio com HIV e achei bacana vir participar,” contou o estudante de direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro Leonardo Magalhães.

Estudos apontam que o Rio é o quarto estado com maior incidência do vírus no Brsil. São 28,7 por cem mil habitantes, acima da média nacional, que é de 20,2.
A deputada estadual e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, Inês Pandeló, esteve na manifestação e reiterou a importância de atos iguais a esse na sociedade. “ Ao mesmo tempo que esses atos elevam a dignidade e a autoestima da mulher, também conscientizam.”

Frases como “Eu não tenho HIV e não tenho preconceito”, “Eu tenho HIV, meu namorado não tem.” “Aprendi a viver melhor, a cuidar de mim e venci preconceitos” e “Eu não tenho HIV e amo pessoas que têm” foram escritas e coladas no cartaz.

Com a ação as mulheres posithivas encerram a primeira fase do evento de lançamento do projeto “Flores Vermelhos”, que consiste em livro e documentário feitos para marcar os 13 anos de sua luta. Em São Paulo, o projeto será lançado na segunda feira, dia 17, às 20h, no Cine Sesc (Rua Augusta, 2.075), a partir das 20h.

Ana Carolina Brito, Rio de Janeiro

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