Carnaval 2014: Foliões invisíveis podem acabar com a festa, antes mesmo da quarta-feira terminar

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02/03/2014 – 14h

Época de se divertir, de sambar, de exagerar na dose. É o Carnaval que mexe com a cabeça das pessoas, desinibe os mais tímidos e faz com que muitos ultrapassem limites sem ao menos perceber.

A farra faz parte, desde que praticada com certos cuidados para que não haja arrependimento depois.

Os vírus, por exemplo, costumam se espalhar aos montes e, por serem bem menores que as bactérias, conseguem invadir as células onde encontram o ambiente perfeito para se reproduzir.

Por serem mutantes são difíceis de controlar e exterminar.
Eles existem aos montes e podem ser encontrados em vários ambientes fechados e com excesso de pessoas.

Alguns hábitos que parecem naturais e inofensivos podem significar contaminação na certa.

Por exemplo: beijar, tossir, falar muito próximo da outra pessoa, dividir copos e alimentos pode acarretar no surgimento da chamada mononucleose.

A "doença do beijo" é causada por um vírus conhecido como "epstein-barr" (EBV), que pertence ao grupo Herpes1, caracterizando-se por ser latente, recorrente ou crônico.
A infecção por esse vírus pode comprometer o fígado, baço, medula óssea e pulmões.

Neste período de festa, muitos foliões aderem ao beijo na boca. Quanto mais beijo, melhor, atestam os mais entusiastas.
Pode ser bom, mas ao mesmo tempo é perigoso.

Este contato mais íntimo pode acarretar no surgimento da herpes, outro tipo de vírus que se espalha até mesmo ao passar o batom emprestado de uma amiga que possa estar contaminada. Ele é extremamente contagioso e só alguns organismos mais debilitados irão manifestá-lo.

Outro inimigo invisível é o HPV, ou "papiloma vírus". Também pode ser transmitido através do beijo ou pelo contato com alguma região do corpo que esteja infectada.

Mas os mais afoitos precisam mesmo é prestar muita atenção na hora da transa. Uns goles a mais e a chance de sexo fácil podem fazer com que a camisinha seja esquecida. É justamente aí que mora o perigo, pois a aids não escolhe seu alvo.
O preservativo deve ser usado durante qualquer tipo de relação, seja ela oral, anal ou vaginal.

Além disso, outras doenças podem ser transmitidas sem o uso de preservativo, como a gonorreia e a sífilis.

E mais uma vilã anda solta nesta época de calor e ambientes superlotados. Trata-se da conjuntivite, inflamação ocular transmitida pelo contato com as mãos e objetos pessoais.

Por isso é bom prestar atenção e tomar algumas precauções simples mas eficientes, para que a festa dure mais do que apenas quatro dias.

Redação Agência de Notícias da Aids

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