01/01/2014 – 10h15
Feito o balanço de 2013, a conclusão é a de que há muito o que fazer em 2014 para melhorar a qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV e aids. O ativismo não vai esmorecer. Quer campanhas mais abertas, que digam a que vieram e cumpram seu papel de fazer prevenção sem discriminar. Quer também mais oportunidades de tratamento, diálogo aberto com o governo, mais união e menos ego na luta contra a aids. Se depender deles, 2014 será o ano de reparar os erros de 2013 e progredir. Confira:
Jurandir Teles, educador e secretário executivo do Fórum Baiano de Ongs Aids: Que em 2014, apesar de termos um ano totalmente abarcado com atividades como Copa do Mundo e eleições, que o Ministério da Saúde reconheça como prioritário; que todas as PVHA (pessoas vivendo com HIV/aids) tenham, no mínimo, três consultas ao longo do ano; que seja erradicada a transmissão vertical, tanto para o HIV, quanto para sífilis; e que tenhamos profissionais técnicos nos serviços de atenção especializada capacitados para atender a todas as especificidades dos usuários, sejam eles LGBT, crianças, adolescentes, mulheres.
Andrea Paula Ferrara, do Grupo de Incentivo à Vida: Que diminua ainda mais a transmissão vertical do HIV; que sejam feitas campanhas efetivas para que populações mais vulneráveis, como os jovens, sejam atingidas, diminuindo assim a transmissão; e que aumente o número de profissionais de saúde, principalmente infectologistas, nos serviços especializados.
Rodrigo Pinheiro, presidente do Fórum de ONG/Aids de São Paulo: Que as demandas do movimento de luta contra a aids sejam levadas em consideração junto ao Ministério da Saúde; que o governo federal não seja conservador em suas campanhas; e que nas campanhas estaduais e federal a aids seja considerada um tema importante dentro dos programas de saúde.
Arnaldo Barbosa, advogado da ONG Sonho Nosso; Primeiramente, quero que aconteça a cura da aids. É um clichê, mas é o que eu gostaria, assim como milhares de pessoas. Segundo, se o primeiro não for possível ainda, que os portadores sejam vistos como gente, como ser humano, sem discriminação, assim como os demais pacientes. Em terceiro lugar, que o serviço de saúde seja definitivamente humanizado e isso é o que mais me preocupa hoje em dia.
Pierre Freitaz, da Rede de Jovens Vivendo com HIV e Aids: Que os ativistas da luta contra o HIV/aids dialoguem mais e deixem o ego um pouco de lado, para, assim, combatermos com mais pluralidade todos os nuances que estão em torno das pessoas que vivem com o vírus. Temos de cobrar das três esferas governamentais ações mais afirmativas de prevenção e essas devem ter uma linguagem que dialogue com as populações mais vulneráveis. A prevenção é mais que urgente e espero que tenhamos acesso a todos os métodos, em especial, à PEP (profilaxia pós exposição) e à PrEP (profilaxia pré exposição). Espero ainda que em 2014 os jovens sejam capacitados para serem agentes multiplicadores de prevenção entre jovens.
Ricardo Tomio, do GIV: Acesso universal à saúde para toda população; difusão de informações sobre HIV/aids em todos os meios de comunicação, sem restrição de campanhas, e também nas escolas; e diminuição do preconceito e da discriminação.
Redação da Agência de Notícias da Aids



