27/02/2014 – 18h30
Anunciado no início do ano como meta das Organizações das Nações Unidas (ONU) para 2014, o fim das discriminações contra as pessoas vivendo com HIV/aids ganha data oficial. Dia 1º de março será celebrado o Dia da Discriminação Zero, nome da campanha do Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids). O trabalho foi apresentado nesta quarta-feira (26) à ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci de Oliveira, pela diretora executiva adjunta do Unaids e secretária-geral assistente das Nações Unidas, Jan Beagle, que está visitando o Brasil.
A coordenadora do Unaids no nosso país, Georgiana Braga-Orillard, participou do encontro, em Brasília, em que foram discutidas questões relacionadas ao estigma, à discriminação e à violência de gênero. A agenda da ONU pós-2015 também entrou na conversa, segundo divulgou o Unaids Brasil.
“É uma honra receber a visita de Jan Beagle”, disse a ministra Eleonora. “Isso demonstra, mais uma vez, o interesse internacional pelo trabalho do governo brasileiro na luta contra o HIV.” Eleonora, ainda segundo a assessoria do Unaids Brasil, se interessou bastante pela campanha Zero Discriminação.
A campanha , que está sendo veiculada nas redes sociais, visa uma transformação global no tratamento dos soropositivos por entender que só com o fim das discriminações será possível zerar o índice de novas infecções e de mortes relacionadas à aids. Para isso, adotou como símbolo as borboletas e tem como porta-voz a Prêmio Nobel da Paz, Aung Sang Suu Kyi.
O craque de futebol brasileiro David Luiz e os músicos embaixadores de Boa Vontade do Unaids Annie Lennox e Toumani Diabaté também participam do trabalho de conscientização mundial. O endereço da página no Facebook é www.facebook.com/zerodiscrimination
Dados
No Brasil, estima-se que mais de 718 mil pessoas entre 15 e 49 anos vivem com HIV e aproximadamente 150 mil não sabem que estão infectadas. A discriminação atinge os soropositivos em diversas áreas de sua vida, como sexual, profissional, social e pode ser um obstáculo ao acesso aos serviços de prevenção e tratamento. Dados oficiais mostram ainda que uma em cada sete pessoas vivendo com o vírus tem acesso negado aos serviços de saúde e mais de 10% não conseguem emprego.
“Muitos não fazem o teste por temerem o estigma”, lembra Georgiana Braga-Orillard.
Redação da Agência de Notícias da Aids com Unaids Brasil


