Na última quinta-feira (19), uma articulação entre ciência, iniciativa privada e organizações da sociedade civil marcou o lançamento da campanha “Remédio: não usou, descartou!”, no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. A iniciativa chama atenção para um problema silencioso, mas de grande impacto: o descarte inadequado de medicamentos no Brasil.
A ação é fruto de uma parceria entre o Sesc São Paulo, o Grupo Mulheres do Brasil, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e o Comitê Ciência na Saúde. O objetivo é direto, mas urgente: sensibilizar a população sobre os riscos que o descarte incorreto de remédios representa tanto para a saúde pública quanto para o meio ambiente.
O lançamento contou com a presença do diretor regional do Sesc São Paulo, Luiz Galina, reforçando o envolvimento institucional da entidade na pauta. Ao lado de representantes das organizações parceiras, ele acompanhou a apresentação da campanha e a mobilização em torno do tema.

Presidido pela empresária Luiza Trajano, o Grupo Mulheres do Brasil integra a iniciativa ao lado da comunidade científica, representada pela SBPC, e de especialistas da área da saúde. A coordenação da campanha está a cargo da professora doutora Soraya Smaili, que lidera o Comitê Ciência na Saúde.
Durante o evento, foi destacado que o hábito comum de descartar medicamentos no lixo comum ou no esgoto pode gerar consequências graves. Substâncias químicas presentes nos remédios podem contaminar o solo e a água, além de contribuir para problemas como a resistência antimicrobiana — considerada hoje uma das maiores ameaças globais à saúde.
A campanha aposta na informação como ferramenta central de mudança. Ao incentivar práticas corretas de descarte, a iniciativa busca também fortalecer a consciência coletiva sobre o ciclo de vida dos medicamentos e a responsabilidade compartilhada entre consumidores, setor produtivo e poder público.
Mais do que uma ação pontual, o lançamento sinaliza a construção de uma agenda permanente que conecta ciência, educação e mobilização social em torno de um tema ainda pouco debatido, mas essencial para a sustentabilidade e a saúde da população.
Redação da Agência de Notícias da Aids




