Ministério da Saúde enviará equipes a Tabatinga e Carauari para investigar casos, monitorar contatos e ampliar vacinação; São Paulo soma 32 registros em 2026, mas país segue sem transmissão sustentada da doença
O Ministério da Saúde intensificou a vigilância contra o sarampo no Amazonas após a confirmação de três casos importados da doença em Tabatinga, município localizado na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Os pacientes são procedentes de Alto Monte, no Peru, e não tinham histórico de vacinação contra a doença.
Apesar dos novos registros, o Ministério afirma que o Brasil continua sem transmissão sustentada do vírus do sarampo.
Entre os dias 21 e 25 de setembro, equipes da pasta serão enviadas a Tabatinga e Carauari para apoiar as ações locais de vigilância epidemiológica. O trabalho inclui investigação e notificação de casos suspeitos, coleta de amostras, identificação e acompanhamento de pessoas que tiveram contato com os infectados, além do chamado bloqueio vacinal.
A estratégia busca identificar rapidamente possíveis novos casos e interromper eventuais cadeias de transmissão, especialmente em uma região marcada por intenso deslocamento de pessoas entre os três países.
São Paulo registra 32 casos em 2026
São Paulo também permanece sob acompanhamento das autoridades sanitárias. Até o momento, o estado contabiliza 32 casos de sarampo neste ano: 29 na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.
Segundo o Ministério da Saúde, ações de vigilância e vacinação continuam sendo realizadas nos municípios afetados e, até agora, não há evidências de circulação do vírus para além dessas áreas.
Os registros brasileiros ocorrem em um cenário de aumento de casos de sarampo nas Américas. Dados divulgados pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) apontam 47.459 casos confirmados na região, com 44 mortes. Guatemala, México, Estados Unidos e Peru concentram 95% das ocorrências.
Em 2025, o Brasil registrou 38 casos, todos com as respectivas cadeias de transmissão posteriormente encerradas. O país recuperou, em 2024, a certificação de território livre da circulação endêmica do vírus do sarampo.
Vacinação é principal estratégia de prevenção
Altamente contagioso, o sarampo pode ser prevenido por meio da vacinação. A vacina está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) e integra o Calendário Nacional de Vacinação.
A imunização de rotina é indicada para pessoas de 12 meses a 59 anos, de acordo com o histórico vacinal e as recomendações estabelecidas para cada faixa etária.
Em situações de circulação do vírus, o Ministério da Saúde também recomenda a chamada **dose zero** para crianças de 6 a 11 meses. A medida é adotada como proteção adicional diante do maior risco de infecção e desenvolvimento de formas graves da doença nessa faixa etária.
A dose zero, no entanto, não substitui as doses previstas posteriormente no calendário de vacinação infantil.
Com a circulação do sarampo em diferentes países das Américas e a identificação de casos importados no território brasileiro, a recomendação das autoridades de saúde é manter a vacinação em dia e fortalecer a identificação rápida de casos suspeitos para evitar a reintrodução sustentada do vírus no país.
Redação da Agência de Notícias da Aids



