Brasil apresenta experiências do SUS em conferência da OMS sobre inteligência artificial aplicada à saúde

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Durante encontro internacional realizado em Lisboa, ministro Alexandre Padilha defendeu que a inteligência artificial deve fortalecer os sistemas públicos de saúde, ampliar o acesso e reduzir desigualdades; evento reuniu representantes de 37 países para discutir governança, ética e cooperação internacional

A inteligência artificial está cada vez mais presente no cotidiano dos sistemas de saúde em todo o mundo. Mas, para além dos avanços tecnológicos, cresce o debate sobre como garantir que essas ferramentas sejam utilizadas de forma ética, segura e voltada ao interesse público. Foi com essa perspectiva que representantes de 37 países se reuniram, nesta quarta-feira (15), em Lisboa, durante a Conferência Internacional de Alto Nível Shaping AI in Health, promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Governo de Portugal.

O Brasil participou da programação apresentando a experiência do Sistema Único de Saúde (SUS) na transformação digital e defendendo que a inteligência artificial seja utilizada como instrumento para ampliar o acesso, reduzir desigualdades e fortalecer a atenção à saúde. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, integrou a mesa-redonda Strategic Leadership for Responsible AI in Health, dedicada à liderança estratégica e aos mecanismos de governança para a implementação responsável da inteligência artificial nos sistemas de saúde.

Durante o debate, Padilha apresentou iniciativas como a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e o programa SUS Digital, considerados pilares da estratégia brasileira de transformação digital. Segundo o ministro, a incorporação da inteligência artificial deve ocorrer sob princípios de segurança, confiança, equidade, soberania digital e proteção dos dados dos cidadãos.

“A inteligência artificial precisa melhorar a qualidade e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde, independentemente de onde as pessoas vivam. A cooperação entre os países da CPLP permite compartilhar conhecimento, desenvolver soluções em conjunto e fortalecer nossos sistemas de saúde com inovação a serviço das pessoas”, afirmou Alexandre Padilha.

Padilha também destacou iniciativas já em andamento entre os países da comunidade, como o apoio brasileiro à implantação da Escola de Saúde Pública de Moçambique, inaugurada nesta semana, além da discussão sobre novos mecanismos de intercâmbio técnico, qualificação de profissionais e desenvolvimento de soluções digitais voltadas ao fortalecimento dos sistemas públicos de saúde.

Redação da Agência de Notícias da Aids

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