22/02/2007 – 12h10
Após 11 anos, o peso pesado estadunidense Tommy Morrison volta aos ringues nesta quinta-feira (22/02). Em fevereiro de 1996, horas antes de uma luta, foi anunciado que Morrison era soropositivo, o que o impediu de continuar lutando boxe profissionalmente.
A luta de hoje, contra o seu desconhecido compatriota John Castle (que foi nocauteado no primeiro assalto em sua última luta e tem apenas seis combates em seu cartel), só foi permitida porque Morrison tem realizado uma série de testes de HIV e todos não teriam revelado nenhum traço do vírus.
“Passei por todos os testes que existem no mercado e até por aqueles que não existem no mercado”, garante o peso pesado. “Todos me disseram que não há nada”, revela Tommy Morrison.
Contudo, o médico Jeff Kirchner, da American Academy of HIV Medicine (um instituto de estudos estadunidense), ressaltou que, uma vez que a pessoa seja diagnosticada como soropositiva, não haveria como alterar essa condição (com base na atual medicação anti-retroviral).
Kirchner explicou que Morrison, assim como o ex-jogador de basquete Magic Johnson, tem tomado uma série de remédios para combater o HIV. Na sua avaliação, as substâncias agiram tão bem que o vírus ficou menos ativo.
Em casos assim, o médico acredita que as pessoas possam praticar atividades esportivas sem riscos para os oponentes. “Se o nível do vírus é indefectível, o risco de que ele passe esse vírus para outra pessoa é perto de zero”, explica Kirchner.
No início da carreira, Tommy Morrison, hoje com 38 anos, era considerado um dos lutadores mais promissores de sua geração, fato que lhe valeu um papel em “Rocky V” (1990), o penúltimo filme da série protagonizada por Sylvester Stallone. O auge do boxeador foi em 1993, quando ele tornou-se campeão dos pesos pesados pela Organização Mundial de Boxe (WBO, na sigla em inglês).
Redação da Agência de Notícias da Aids (com informações do UOL Esporte)


