17/02/2007 – 17h30
Carro alegórico da “Imperador do Ipiranga”, escola que abriu os desfiles de São Paulo no final da noite desta sexta-feira (16/02)
“A maioria das tendências se mantêm.” A frase anterior, de autoria de Maria Cristina Abbate (coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo), diz respeito aos dados que estão sendo reunidos no Boletim Epidemiológico do município que, provavelmente, será lançado em 7 de abril (Dia Mundial da Saúde). A data ainda não foi confirmada.
Quando fala em “tendências”, Abbate quer dizer que algumas das estatísticas do Boletim Epidemiológico do Programa Nacional de DST/Aids (divulgadas em 21 de novembro de 2006) vão ser bem próximas daquelas a serem apresentadas no trabalho da prefeitura paulistana que está sendo finalizado.
Por exemplo, queda do número de infecções e feminização da Aids, explica a gestora pública. Ela falou com a Agência de Notícias da Aids durante o primeiro dia de desfiles das escolas de samba do grupo especial de São Paulo, ocorrida na madrugada deste sábado (17/02).
Além disso, Abbate aponta que a epidemia se “concentra” na faixa etária dos 30 aos 39 anos e que haveria uma tendência de alta da epidemia no grupo acima dos 50 (de 14% para 18% em relação ao total de infectados da capital paulista).
A psicóloga Maria Cristina Abbate ressaltou, entretanto, que ainda podem haver algumas alterações nas estatísticas, pois o trabalho ainda não está finalizado.
Nos anos anteriores, o Boletim da prefeitura de São Paulo foi divulgado em dezembro, mas esse período impossibilitava que os dados fossem “fechados”, pois, de acordo com Maria Cristina Abbate, em dezembro os integrantes do Programa Municipal “ainda estão recebendo” os números da pandemia referentes a maior e mais rica cidade do país.
Léo Nogueira


