Bate-papo Positivo: Jovens pedem atendimento humanizado para população LGBT e direito à prevenção para os privados de liberdade

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26/11/2014 – 17h40

A humanização e a sensibilização dos profissionais de saúde no atendimento à população de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) nos serviços especializados, maior distribuição de preservativos femininos, reavaliação da proibição de preservativos na Fundação Casa e nos presídios e mais informações sobre a profilaxia pós-exposição (PEP) para a população. Essas são demandas levantadas por jovens de 13 a 29 anos vivendo com HIV/aids que se reuniram nessa terça-feira (25) no workshop Bate-papo Positivo, em São Paulo.

O evento, realizado num hotel no centro da cidade , pelo Movimento Paulistano de Luta Contra a Aids (Mopaids), contou com a colaboração de diversas ONGs ( na foto, estão representantes de algumas) e o apoio do Programa Municipal de DST/Aids.

Cerca de 40 jovens se dividiram em grupos para discutir quatro temas em formato de oficinas: História da Aids, Viver com HIV, Prevenção e Diversidades e Sexualidades. As demandas levantadas nas oficinas de cada grupo foram reunidas numa carta, que será entregue pelo Mopaids a representantes do governo.

Ewerton Souza, 22, um dos participantes, diz que as atividades abordaram as temáticas de forma dinâmica. “O que mais gostei foi da dinâmica com que tratamos os assuntos. Não ficou uma coisa chata”, afirma.

Para o participante Alex*, 22, o evento também foi instrutivo. “De forma simples, foram abordados assuntos que, para muitos, ainda eram questões de dúvidas”, conta. Segundo ele, o mais especial foi a troca de experiências entre os jovens. “As experiências lá apresentadas contribuem positivamente para cada portador e ajudam a identificar problemas que podem ser resolvidos de forma política”.

Natasha Braz Laranjeira, 21, educadora social do Projeto Bem Me Quer, falou sobre a importância de haver um encontro feito por jovens para jovens. “É preciso discutir sim. Se os jovens não falarem, ninguém vai falar por nós”, diz.

Segundo ela, o encontro foi acolhedor e contemplou a participação de todos. “Quando criamos o evento, pensamos em não fazer aquela coisa chata de palestra. O pessoal, dentro dos grupos, trouxe seus relatos. Nem sempre as pessoas têm essa abertura para falar sobre a sua vida e todos os grupos se abriram. Se eles se abriram, se sentiram à vontade pra falar, então quer dizer que deu certo aquilo que a gente pensou.”

*O nome do entrevistado foi alterado para manter sua identidade.

Leandro Fonseca, repórter colaborador da Agência de Notícias da Aids

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