29/10/2014 – 15h40
Atualizado às 18h30
Os avanços alcançados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde foram apresentados nesta terça-feira (28), em Brasília, durante a 14ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi). A coordenadora do PNI, Carla Domingues, fez a apresentação para um público formado por gestores da área de vacinação nos estados e municípios.
De acordo com a coordenadora, o calendário público de vacinação do país é um dos mais completos do mundo e está disponível para toda a população. “É um programa universal porque atende todos os municípios brasileiros, com 36 mil salas de vacinas e ainda atendendo grupos especiais nos 42 centros de referência para imunobiológicos especiais”.
O PNI oferece atualmente 14 tipos de vacinas, que imunizam contra 27 doenças. Segundo Carla Domingues, o programa contribuiu para a eliminação da poliomielite, do sarampo, da rubéola e da síndrome da rubéola congênita no Brasil. Apesar disso, a coordenadora do PNI alerta que é preciso manter as vacinações para que essas enfermidades não voltem a ser registradas no país.
“Ainda temos muitos desafios. Precisamos manter altas coberturas vacinais para que doenças que foram eliminadas e erradicadas pelo sucesso do programa sejam mantidas assim. Essas doenças, como poliomielite e sarampo, que ainda acontecem no mundo, se baixarmos a guarda e diminuirmos as coberturas vacinais, podem voltar .”
A coordenadora do PNI destacou, ainda, que difteria, tétano neonatal, meningite influenza, doença meningocócica e meningite pneumocócica apresentam tendência de redução, sempre insistindo na necessidade de manter as altas taxas de coberturas vacinais.
Carla também falou da meta de aprimorar a gestão do PNI com a implantação do sistema nominal de identificação (SI-PNI). “Vamos poder identificar a pessoa e conseguir fazer avaliação de coberturas vacinais condizentes com a realidade, identificando populações suscetíveis e podendo fazer programas pontuais onde as coberturas não estão adequadas”.
Atualmente, é possível apenas registrar a quantidade de doses aplicadas em cada localidade, sem registrar os dados de quem está sendo vacinado. A previsão é que até julho de 2015 todas as salas de vacinação tenham o sistema SI-PNI disponível.
A Expoepi começou nessa terça-feira (28), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, e contou com a presença do ministro da Saúde, Arthur Chioro, do secretário da Vigilância Epídemiológica, Jarbas Barbosa e do diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais, Fábio Barbosa, na abertura. O encerramento será sexta (31), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
Pela Vidda Niterói mostra suas ações
O Pela Vidda Niterói está expondo no evento sua experiência, como ONG/aids, no desenvolvimento do projeto Viva Melhor Sabendo, com ações educativas promovidas nos espaços de sociabilidades e de testagens na sede da instituição. Também vai expor sobre o trabalho Teste Rápido por Fluido Oral para triagem de detecção do HIV.
Inácio Queiroz, presidente Pela Vidda Niterói, fará uma apresentação resumida das atividades desenvolvidas pela instituição, reiterando a necessidade de aplicação de novas tecnologias de intervenção para produção de respostas mais eficientes para conter o avanço da aids.
Ele vai participar nesta quinta (30), das 16h15 às18h15, no auditório Oswaldo Cruz, do Painel 22 do evento, sob o tema “Inovações na resposta brasileira à epidemia do HIV/aids – Diagnóstico do HIV por Organizações Não Governamentais”.
Dica de entrevista:
Ministério da Saúde
Assessoria de imprensa: (61) 3315-7665
Pela Vidda Niterói
Assessoria de imprensa: e-mail:beto.carmona@gmail.com


