Aumento dos casos de Mpox no Rio de Janeiro:  INI/Fiocruz é a unidade de referência para atendimento de casos. Em funcionamento 24hs todos os dias

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 O Jornal O Globo publicou em sua edição de sábado, uma reportagem alertando para o aumento do número de casos de Mpox na cidade do Rio de Janeiro. Segundo informações da reportagem o número de casos de MPox no Rio subiram consideravelmente: 211 diagnósticos este ano, quase o dobro dos números registrados ano passado. Ainda segundo a reportagem, as secretarias municipal e estadual de saúde informaram que a situação não é considerada um surto ou epidemia. Entretanto o aumento do número de casos tem preocupado profissionais de saúde e ativistas que vivem no Rio de Janeiro.

 

Para atender aos casos suspeitos ou já confirmados de Mpox, o  Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), unidade de referência da Fiocruz para o atendimento de doenças infecciosas e emergentes, está com o seu pronto atendimento funcionando 24 horas por dia durante os sete dias da semana .O serviço funciona na Avenida Brasil, 4.365. Em dias úteis, das 8h às 16h, o atendimento é realizado pelo Setor de Ambulatório. Nos demais horários, o atendimento ocorre por meio do plantão do Centro Hospitalar.Desde setembro de 2026,  já foram atendidas pelo Instituto 113 pessoas com diagnóstico confirmado de mpox. Somente em outubro, até o dia 29, o INI-Fiocruz atendeu 121 pessoas com suspeita da doença, das quais 88 tiveram confirmação laboratorial. Outros 24 exames permaneciam em processamento na data do levantamento.

A transmissão da Mpox ocorre principalmente pelo contato próximo e direto com lesões na pele e nas mucosas de pessoas com a infecção. No Brasil, a transmissão por contato sexual tem predominado, apesar de outras formas de transmissão serem possíveis, sobretudo pelo contato com lesões ativas. A doença pode provocar lesões cutâneas, inclusive nas regiões genital e anal, acompanhadas ou não de outros sintomas, como febre, aumento dos linfonodos e dor retal. Embora a maioria das pessoas apresente evolução favorável, com recuperação espontânea, a mpox também pode evoluir para formas graves, especialmente em pessoas com imunossupressão, crianças e gestantes. Por isso, o reconhecimento dos sinais e sintomas, o diagnóstico oportuno e o acompanhamento clínico são fundamentais.

 

Para reduzir o risco de transmissão, é importante reconhecer precocemente lesões suspeitas e procurar um serviço de saúde para avaliação clínica e coleta de material para confirmação diagnóstica. Diante da suspeita ou confirmação de mpox, recomenda-se evitar o contato íntimo e direto com outras pessoas, utilizar máscara quando houver necessidade de proximidade e manter as lesões cobertas sempre que possível. Os cuidados durante o período de recuperação, incluindo a necessidade e a duração do isolamento domiciliar, devem ser orientados pelos profissionais de saúde, de acordo com cada situação clínica e com as medidas necessárias para reduzir o risco de transmissão.

A vacinação também constitui uma estratégia importante de prevenção da mpox. O uso de preservativos pode reduzir o risco de transmissão durante o contato sexual, mas não oferece proteção completa, uma vez que pode ocorrer contato com lesões localizadas em áreas do corpo não cobertas pelo preservativo. Embora ainda não exista tratamento específico com eficácia comprovada estabelecido para uso rotineiro em todas as pessoas com mpox, o acompanhamento clínico é essencial para o alívio dos sintomas, o monitoramento da evolução da doença e a identificação precoce de possíveis complicações.

 

Você encontra mais informações no site oficial do INI:www.ini.fiocruz,br ou pelo fone: (21) 3865-9595. O Centro Hospitalar fica localizado no Campus da Fiocruz, na Avenida Brasil,4365, Manguinhos.

 

Redação Agência Aids, com fotos e informações da Assessoria de Comunicação do INI/Fiocruz.

 

 

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