Aumenta longevidade entre pessoas coinfectadas com os vírus da aids e da hepatite C em São Paulo

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13/02/2014 – 15h40

A chance de uma pessoa coinfectada pelos vírus da aids e da hepatite C viver por pelo menos 10 anos foi 92,8% no período entre 2003 e 2010, informa estudo realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Entre 1986 e 1993, essa chance era nula, ressalta pesquisa.

O estudo foi baseado em dados obtidos por meio de sistemas de informação da vigilância epidemiológica de pacientes com aids maiores de 13 anos. Ao todo, 2.864 pessoas, com idade média de 35 anos, foram incluídas na pesquisa. Entre elas, 358 (12.5%) eram HIV/HCV. No total geral, 219 foram a óbito (7.5%).

"O objetivo do estudo foi estimar a probabilidade acumulada de sobrevida após o diagnóstico de aids entre pacientes coinfectados pelo vírus da hepatite C (HCV) e os que tinham apenas HIV e investigar fatores relacionados à sobrevida desses pacientes", explica a infectologista e autora do estudo, Wong Kuen Alencar.

Wong constatou que a probabilidade acumulada de sobrevida entre os HIV/HCV coinfectados após o diagnóstico de aids foi gradativa: de 1986 a 1993 foi 0%, de 1994 a 1996 o número foi de 38,9%, de 1997 a 2002 o registro foi de 83,8%, e de 2003 a 2010 chegou aos 92,8%.

Segundo a infectologista, a terapia conhecida como High Activity Antiretroviral Therapy (HAART) alterou a história da infecção pelo HIV e também o curso clínico na coinfecção HIV/HCV. "Há evidências de que a supressão virológica precoce com a HAART e consequente reconstituição imune podem desacelerar o curso clínico da hepatite C em pacientes coinfectados pelo HIV/aids", completa.

O tratamento da Hepatite C em coinfectados HIV/HCV com drogas específicas promoveu aumento nas taxas de resposta virológica sustentada e também maior sobrevida entre esses pacientes.

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