24/12/2006 – 10h40
Qual presente os soropositivos deveriam receber nesse natal? A Agência de Notícias da Aids fez essa pergunta para personalidades de diversas áreas. Para a mesma indagação, um variado e democrático rol de respostas: o fim do preconceito, um tratamento cada vez “mais acessível” e “eficiente”, um “imenso pedido de desculpas de toda a indústria farmacológica”, a cura ou simplesmente um CD ou uma camiseta, afinal, o indivíduo “que vive com Aids é uma pessoa normal, como qualquer outra.”
Os entrevistados, em sua imensa maioria, não têm relação ou algum tipo de atuação no combate à pandemia, mas se dispuseram a falar sobre o tema movidos pela “solidariedade” e pela necessidade de a discussão sobre a Aids não ser relegada aos rodapés dos jornais. Abaixo, as respostas de alguns dos entrevistados:
Laerte (cartunista e roteirista) -– criador das tiras e da HQ “Piratas do Tietê”, foi um dos roteiristas do programa “TV Pirata” (Rede Globo)
“Desejo saúde, desejo que o vírus fique quieto, desejo que descubram a cura pra essa síndrome. Não acredito em presentes, nem em Natal, no entanto. Desejo isso pra qualquer época do ano.”
Pedro Bassan (jornalista) -– repórter esportivo da SporTV (canal a cabo) e da TV Globo
“Eu daria um abraço ou outro gesto qualquer que simbolize a luta contra o preconceito.”
Luis Miranda (ator) -– interpreta o personagem Moreno do programa “Sob Nova Direção” (TV Globo)
“A primeira coisa é ter condições mais dignas de vida, que o governo ofereça o melhor tratamento possível. Essas pessoas precisam de apoio moral pra continuar levando suas vidas normalmente. E também de uma campanha mundial contra a discriminação.”
Fernando Bonnassi (escritor e roteirista) – – responsável pelo roteiro dos filmes “Castelo Rá Tim Bum” e “Cazuza – O Tempo não Pára”
“Os soropositivos deveriam receber um ‘Kit de Prazer’, com as mais loucas fantasias! E bem que deveriam realizá-las, uma por dia, durante o ano que vem!”
Tadeu Piero (ator)
“Lógico que a cura é a melhor notícia. Mas já seria maravilhoso se a Aids se transformasse em algo como o sarampo, algo menos fatal, menos virulento. Que ela se transforme em uma mera gripe, algo que se cure em dois dias e vá embora. É importante a gente estender a mão para o outro. Quando eu cuido de mim, eu passo a cuidar do outro. É um processo de conscientização. Perceber que o outro é uma extensão de mim. Ver o outro de outra forma. Podemos traduzir isso como solidariedade.”
Rosi Campos (atriz)
“Não estou muito por dentro dos novos medicamentos, mas, de qualquer maneira, desejo que encontrem sempre novos medicamentos. Principalmente na África, que as pessoas possam ter uma melhora na qualidade de vida.”
Léo Nogueira



