
Direto de Kigali, capital de Ruanda, a ativista Fabiana de Oliveira, do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas, segue registrando sua participação na 13ª Conferência Internacional de Ciência sobre o HIV (IAS 2025). Como ativista observadora convidada pela Agência de Notícias da Aids, Fabiana compartilhou novos relatos sobre as experiências e aprendizados vivenciados no evento.
“Tenho participado de algumas sessões e salas, mas principalmente tenho estado com ativistas de outros países, trocando experiências e fortalecendo essa conexão internacional”, afirmou. Para Fabiana, o protagonismo das comunidades na resposta ao HIV tem sido uma pauta constante nos debates e espaços que vêm reunindo representantes de movimentos sociais do mundo inteiro.
Uma das reflexões centrais trazidas pela ativista é sobre a necessidade de integrar ciência, comunidade e direitos humanos. “O que eu posso trazer até este momento é que, no que diz respeito à ciência, temos resultados que trazem esperança para as pessoas que vivem com HIV. Mas também temos muitos estudos técnicos sobre tratamento e prevenção, que merecem ser aprofundados com apoio de especialistas que estão aqui”, comentou.
Fabiana enfatizou que, apesar do foco científico da conferência, é essencial garantir a presença e a escuta das pessoas que vivem com HIV nos processos de pesquisa, formulação de políticas e implementação de estratégias. “A comunidade, as pessoas que vivem com HIV e aids, os ativistas, estão aqui. Estamos sempre nos colocando, sempre nos posicionando. Porque não há ciência sem a participação da comunidade. E isso é fato.”
A cobertura da IAS 2025 pela Agência Aids conta com a colaboração de ativistas observadores, que vêm registrando a conferência sob a perspectiva da sociedade civil brasileira e destacando os desafios e avanços mais relevantes para a resposta global ao HIV/aids.
Confira o boletim a seguir:
Redação da Agência de Notícias da Aids


