ATIVISTA JAPONESA PEDE APOIO DO GOVERNO DO BRASIL NO TRABALHO DE ‘EDUCAÇÃO SEXUAL’ COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES BRASILEIROS QUE VIVEM NO JAPÃO

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14/03/2007 – 15h55

Satomi Shimogo, ativista e jornalista japonesa, em visita a Agência de Notícias da Aids

Satomi Shimogo é japonesa, jornalista e ativista da luta contra a pandemia da Aids. Durante entrevista concedida a Agência de Notícia da Aids, ela pediu, em um português quase perfeito, apenas uma coisa: o apoio do governo federal do Brasil para continuar com o seu trabalho de prevenção junto à comunidade brasileira que vive no Japão.

De acordo com Shimogo, cerca de 30% das crianças e adolescentes de origem brasileira, que moram em território japonês, estariam fora da escola. Mesmo entre àquelas que freqüentam a sala de aula, a ativista mostrou-se preocupada, pois os professores não seriam “capacitados” para fornecer “educação sexual”. Ela pede que “o Ministério da Educação do Brasil se preocupe com essas crianças.”

Desde 1999, Satomi Shimogo integra o Grupo Criativos, ONG criada em 1995 por brasileiros residentes no Japão. “O trabalho do dia a dia é dar suporte aos soropositivos”, resume Shimogo. A entidade, que reúne psicólogos, jornalistas e médicos, também organiza palestras que tratem de temas relacionados à Aids. “A maioria dos integrantes são latinos, sou minoria no grupo”, explica a ativista japonesa.

No momento, ela está organizando uma série de palestras e oficinas que visam estudantes brasileiros que vivem no Japão. O palestrante será José Araújo, diretor da AFXB (Centro de Convivência para Crianças que vivem com HIV/AIDS em São Paulo), que na tarde desta quinta-feira (15/03) visitou a Agência de Notícias da Aids em companhia da jornalista nipônica. Araújo, que já esteve no país em outras oportunidades, visitará o Japão em Novembro deste ano.

“Minha relação com o Brasil começou em 1992. Vim trabalhar como voluntária em uma comunidade carente”, lembra Shimogo. “Aprendi português e voltei para o Japão no final de 1994”, recorda. Em seguida, ela começou a labutar como tradutora em uma ONG que reunia japoneses e brasileiros. Foi nesse período, mais especificamente em 1996, que conheceu o seu namorado brasileiro. Um romance que dura até hoje, 11 anos depois ter tido início.

Léo Nogueira

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