17/03/2014 – 09h
O início precoce do tratamento antirretroviral para a infecção por HIV-1 diminuiu a morbimortalidade relacionada à aids e reduz significativamente a transmissão sexual desse vírus. Esse foi o resultado do estudo liderado pela brasileira Beatriz Grinsztejn, da Fundação Oswaldo Cruz.
Esse estudo foi um ensaio clínico randomizado realizado em 13 locais em nove países, que envolveu 1763 pessoas com níveis de linfócitos CD4 entre 350 e 550 células/mm³. Em um braço do estudo, o tratamento foi iniciado imediatamente. Já no grupo controle, o início do tratamento foi tardio, só iniciado a partir de uma queda de linfócitos CD4 para menos de 250 cels./mm3 ou quando do aparecimento de alguma doença relacionada a aids.
Os resultados demonstraram que no grupo que iniciou o tratamento precocemente, houve redução na incidência de desfechos primários e secundários. Além disso, o tempo para desenvolvimento de doenças relacionadas a aids foi maior, o que possivelmente foi influenciado pela significativa redução do número de casos de tuberculose no braço do estudo que iniciou o tratamento precocemente – 50% menor que o do braço do tratamento tardio.
Os resultados dessa fase do estudo HPTN 052, também confirmam a significativa redução no risco de transmissão do HIV-1, demonstrado anteriormente pelo mesmo estudo.
A soma do impacto individual (na morbidade pelo HIV) e coletivo (na transmissão do HIV) do início precoce do tratamento com antirretrovirais dão suporte ao movimento mundial do qual o Brasil faz parte, que é o de estimular o início precoce do tratamento antirretroviral.


