Apps podem ser uma ferramenta excelente para prevenção e adesão ao tratamento de HIV, defende o professor Albert Lui da Universidade de Califórnia

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Estudos da Universidade de San Francisco mostraram que aplicativos de celular aumentaram a procura por testagem e disseminam informação sobre PREP

Em aula aberta no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) com o título de “Tem um aplicativo para isso – Alavancando Intervenções de Saúde Digital para Apoiar o diagnóstico para HIV e a Implementação da PrEP”, o professor da Universidade da Califórnia em São Francisco (EUA) Albert Liu discorreu sobre as Intervenções Digitais de Saúde, tecnologias de alto alcance que promovem a prevenção contínua ao HIV através de smartphones, websites e SMS.

Quem abriu o microfone do evento foi a Dra. Beatriz Grinsztejn, chefe da Unidade de Ensaios Clínicos em HIV/AIDS da Fiocruz. “É uma honra imensa ter com a gente aqui o pesquisador Albert Liu. Ele foi o coordenador médico do iPrEx, o primeiro estudo de PREP que deu o registro do Truvada como a medicação para a Prep”, afirmou

As Digital Health Interventions, como são conhecidas em inglês, têm como objetivo expandir os cuidados com a saúde e prevenção a ISTs com foco em populações marginalizadas através do uso de tecnologias digitais, afinal mais de 97% da população americana tem celular e costuma passar de 3 a 4 horas por dia no aparelho. Um dos participantes do estudo afirma que “o app traz muitos benefícios a jovens gays que têm medo e não se sentem à vontade para conversar sobre o assunto, pois ele traz respostas para diversas dúvidas e indica onde se pode ir para ter acesso a testagem e tratamento”.

Segundo o professor Albert Liu, os estudos utilizaram ferramentas como telemedicina, inteligência artificial e aplicativos para incentivar as pessoas, especialmente homens que fazem sexo com homens, a cuidarem da saúde sexual. Ele conta que os resultados foram extremamente positivos e apresentaram o aumento da testagem para HIV, no entanto ainda não houve aumento de uso da PREP. “As redes sociais têm um alcance incrível e podem apresentar a ideia para quem quer saber mais”, afirma o cientista.

Após a palestra a mediação de perguntas do público foi conduzida pelo pesquisador Thiago Torres.

Assista na íntegra:

Marina Vergueiro (marina@agenciaaids.com.br)

Dica de entrevista 

Ascom Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)

Tel.: (21) 3865-9144

E-mail: comunicacao@ini.fiocruz.br

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