
Com imensa tristeza, recebemos a notícia do falecimento de Jacqueline Rocha Côrtes, uma mulher trans cuja vida foi marcada por incontáveis nascimentos e renascimentos. Nascida em Niterói, no Rio de Janeiro, em 1º de fevereiro de 1960, Jacqueline dedicou sua vida à luta pelos direitos das pessoas vivendo com HIV/aids e pela defesa das causas sociais, especialmente da comunidade LGBTQIA+.
Segunda de cinco irmãos, Jacqueline cresceu em um ambiente de união e perseverança, ao lado de Mauro, Renato, Mônica e Gisele. Deixa dois filhos, Gilson e Luara, que seguirão com o legado de coragem e resiliência que ela sempre demonstrou.
Jacqueline foi uma militante revolucionária, conhecida por sua dedicação incansável à melhoria da qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV/aids. Foi cofundadora da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids (RNP+Brasil) e uma das líderes do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP), além de ter desempenhado um papel importante no INAMUR. Como professora e ativista, foi a primeira mulher trans a integrar o UNAIDS e também atuou como chefe da Assessoria de Cooperação Internacional no Programa Nacional de IST/Aids do Ministério da Saúde.
Seu trabalho e dedicação deixaram uma marca indelével na vida de todos que tiveram a honra de conhecê-la. Em 2016, sua trajetória inspiradora foi registrada no documentário “Meu nome é Jacque”, de Ângela Zoe, disponível no Globoplay.
Neste momento de dor, expressamos nossas sinceras condolências aos amigos e familiares de Jacqueline. Agradecemos profundamente por tudo o que ela representou e por suas inúmeras contribuições para a sociedade. Jacqueline Cortês será sempre lembrada por sua bravura, empatia e capacidade de inspirar, e seu legado continuará a inspirar futuras gerações.
? REST IN POWER JACK!
Seguimos em luto, na luta!


