ANNAN TENTA CRIAR FUNDO INTERNACIONAL COMUM PARA COMPRA DE MEDICAMENTOS

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03/01/2006 – 10h10

No decorrer do ano de 2006 a Agência Aids publicou as principais notícias relacionadas ao tema HIV/Aids destacando o trabalho de ativistas, gestores públicos, jornalistas, médicos e especialistas. A seguir, uma matéria de fevereiro de 2006 que trata da possibilidade da criação de um fundo internacional para a compra de medicamentos para os países mais pobres, dizimados pela Aids ou malária.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu nesta terça-feira (28/02) em Paris que a comunidade internacional se una à iniciativa de Brasil e França para criar um fundo internacional comum para a compra de medicamentos para os países mais pobres, dizimados pela Aids ou a malária.

O responsável da ONU foi encarregado de abrir a Conferência Internacional sobre fontes de financiamento inovadoras para o desenvolvimento que é realizada até quarta-feira na capital francesa e da qual participam representantes de 95 países, entre eles inúmeros latino-americanos. “O Brasil, a França e outros países pretendem usar fundos inovadores para criar um mecanismo internacional de compra de medicamentos. Peço a outras nações que se unam a este processo, cujas modalidades deverão se estabelecer o mais rápido possível. Se possível antes do final de maio”, destacou Annan.

Annan recordou que entre os 6,5 milhões de pessoas doentes de Aids carentes de medicamentos, somente um milhão têm acesso aos anti-retrovirais adequados. “Até agora, os debates sobre as formas inovadoras de financiar o desenvolvimento eram apenas tentativas. Aqui em Paris, damos um passo a mais: estamos reunidos para colocar em prática propostas concretas”, afirmou Annan. A idéia do fórum é conseguir fontes de financiamento contínuas e previsíveis para poder garantir uma demanda solvente e estável destes medicamentos com os grupos que os fabricam. Isto permitirá aumentar o volume da produção sem debilitar a qualidade e ainda reduzir os seus custos.

Annan elogiou a iniciativa já adotada por Chile e França sobre uma taxa solidária a partir de passagens de aviões. Somente na França, este imposto, que começará a ser aplicado em julho, permitirá a obtenção de 200 milhões de euros ao ano.

Fonte: Agência France Presse

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