Ao longo de décadas, a cidade de São Paulo construiu uma das mais reconhecidas políticas públicas de enfrentamento ao HIV/Aids do país. Inovadora, criativa, ousada, articulada com a sociedade civil e sustentada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), essa resposta não se consolidou apenas por diretrizes e programas, mas, sobretudo, pelo trabalho e compromisso cotidianos de profissionais que transformam política pública em ação concreta.
Ninguém constrói nada sozinho. O trabalho em equipe é fundamental para a solidificação de um projeto exitoso como a cidade construíu, mantém e revela para o Brasil e para o mundo. Este último texto da série especial sobre a política de HIV/aids no município presta a devida homenagem à equipe da Coordenadoria de IST/Aids de São Paulo, responsável por planejar, executar e monitorar estratégias que impactam diretamente a vida de milhares de pessoas. É um cotidiano de trabalho sério que encontrou na equipe pessoas comprometidas, empáticas e determinadas a manter e ampliar as conquistas que a cidade demonstra. Muitas reuniões, ajustes, broncas, elogios, cafés e alinhamentos acontecem por lá.
A Coordenadoria é responsável pela Rede Municipal Especializada em IST/Aids, composta por 29 serviços, incluindo 10 Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) — sendo um itinerante —, 17 Serviços de Atenção Especializada (SAE), a Estação Prevenção Jorge Beloqui e o canal SPrEP – PrEP e PEP on-line, acessado pelo aplicativo e-saúdeSP.

À frente da Coordenadoria está Maria Cristina Abbate, que coordena as ações estratégicas e a integração entre as áreas técnicas, garantindo que prevenção, assistência, informação e gestão caminhem de forma articulada. Sob essa coordenação, a política municipal se organiza em divisões que atuam de maneira complementar.
Divisão de Prevenção e Articulação com a Sociedade Civil

A Divisão de Prevenção e Articulação com a Sociedade Civil é responsável por estratégias de prevenção combinada, campanhas educativas e pelo diálogo permanente com movimentos sociais, organizações da sociedade civil e populações mais vulnerabilizadas. Integram essa equipe: Cristina de Paula, Fernanda Medeiros Borges Bueno, Luis Henrique Moura Ferreira, Marcos Blumenfeld Deorato, Marcia Aparecida Floriano de Souza, Narcisio Rios Oliveira, Margarete Preto e Adriano Queiroz.
Divisão de Assistência, Diagnóstico e Logística

Já a Divisão de Assistência, Diagnóstico e Logística atua para assegurar o acesso oportuno ao diagnóstico, ao tratamento e aos insumos de prevenção, além de apoiar a organização da rede de serviços de saúde. Fazem parte dessa divisão: Carmen Lúcia Soares, Carolina Marta de Matos Noguti, Cristina Langkammer Martins, Joselita Magalhães Caraciolo, Kátia Campos dos Anjos, Levi Pinheiro, Robinson Fernandes de Camargo, Rodney Matias Mendes, Sirlei Aparecida Rosa Alfaia, Susete Rodrigues, Valdir Monteiro Pinto e Zarifa Khoury.
Divisão de Informação, Comunicação e Pesquisa

A produção de dados, a comunicação institucional e o incentivo à pesquisa estão sob responsabilidade da Divisão de Informação, Comunicação e Pesquisa, que contribui para o monitoramento da epidemia, a transparência das ações e a qualificação das decisões técnicas. Compõem essa equipe: Cinthya Luzia Cavazzana, Edmar Borges Ribeiro Junior, Gabriel Vicente Campbell, José Araújo de Oliveira Silva, Lucas Tadeu Queiroga de Souza, Monique Evelyn de Oliveira e Marcelo Antônio Barbosa.
Divisão de Planejamento Técnico-Financeiro e Relações Institucionais

O planejamento, a gestão de recursos e a articulação com diferentes instâncias institucionais são conduzidos pela Divisão de Planejamento Técnico-Financeiro e Relações Institucionais, formada por Adriana dos Reis Santos Moura, Douglas Brito Lino de Souza, João Victor Ramos da Silva, José Francisco da Silva Neto, Karen Michelle Alves Corneta, Renata de Souza Alves, Roberta Chammas Muto e Sinea Campos de Paula Nogueira.
Ao longo desse trabalho coletivo, a política municipal também é feita pelas trajetórias individuais de quem atua diariamente na resposta ao HIV/Aids.

Margarete Aparecida de Oliveira Preto atua há cerca de 20 anos na resposta ao HIV/aids e integra atualmente a Coordenadoria de IST/Aids da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, no setor de Articulação com a Sociedade Civil. É formada em Gestão Pública e possui ampla experiência na coordenação de equipes e na gestão de projetos voltados à prevenção, ao cuidado e à ampliação do acesso ao tratamento. Na SMS, participa da elaboração de editais e da articulação com organizações parceiras, além de contribuir para o desenvolvimento de ações voltadas às pessoas vivendo com HIV com 50 anos ou mais. Para Margarete, trabalhar no enfrentamento do HIV/Aids na maior metrópole da América Latina é garantir, diariamente, o acesso à prevenção e ao tratamento em uma cidade marcada pela diversidade e por grandes desafios assistenciais.

Na área de Prevenção e Articulação com a Sociedade Civil também atua Marcos Blumenfeld, bacharel em Administração com especialização em Administração Hospitalar, que soma 20 anos de atuação na Coordenadoria Municipal de IST/Aids da cidade de São Paulo. Seu trabalho envolve a articulação com organizações parceiras, universidades e instituições privadas, promovendo ações conjuntas que fortalecem a resposta municipal ao HIV/Aids e ampliam o alcance das políticas públicas de prevenção e cuidado. Segundo Marcos, enfrentar o HIV/Aids na maior metrópole da América Latina é um desafio proporcional à complexidade da cidade, mas também uma motivação constante ao observar os avanços refletidos nos indicadores de saúde.

A coordenação das estratégias de prevenção no município está sob responsabilidade de Adriano Queiroz da Silva, graduado em Biblioteconomia e Ciência da Informação e mestre em Ciências Humanas e Sociais. Na Secretaria Municipal da Saúde, Adriano coordena ações voltadas à ampliação do acesso à prevenção e ao diagnóstico do HIV e de outras IST, considerando a diversidade e a complexidade do território paulistano. Para ele, atuar no enfrentamento do HIV e das IST em São Paulo exige articulação permanente entre serviços, inovação e sensibilidade para responder às diferentes realidades da cidade.

A política municipal também incorpora o trabalho de profissionais que atuam diretamente com populações em maior vulnerabilidade. Márcia Marci, travesti e jornalista, integra a Coordenadoria de IST/Aids com foco em ações voltadas especialmente a mulheres trans, travestis e pessoas em contextos de maior exclusão social. Na SMS, desenvolve e acompanha iniciativas que articulam prevenção, cuidado e apoio à adesão ao tratamento, contribuindo para o fortalecimento do vínculo com os serviços de saúde e para a ampliação do acesso à terapia antirretroviral. Para Márcia, trabalhar no enfrentamento do HIV/Aids em São Paulo é atuar em uma política pública que exige sensibilidade, escuta qualificada e estratégias integradas para garantir cuidado efetivo em uma cidade marcada por profundas desigualdades.

No campo da informação, tecnologia e produção de dados, Marcelo Antônio Barbosa atua há seis anos na Coordenadoria de IST/Aids da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. Ao longo desse período, consolidou conhecimentos sobre a política municipal de IST/Aids, com foco em prevenção combinada, diagnóstico precoce, tratamento com antirretrovirais e redução da transmissão vertical. Para Marcelo, trabalhar na resposta ao HIV/Aids em São Paulo representa um grande desafio técnico, mas também a satisfação de contribuir diretamente para a qualificação do cuidado e da prevenção na rede municipal.

A dimensão da gestão e da organização institucional da política de HIV/Aids também se materializa na trajetória de Adriana Moura, que atua na Coordenadoria desde 2009 e soma 17 anos de experiência na política pública municipal. Iniciou sua trajetória no setor administrativo e, posteriormente, integrou a área de logística, contribuindo para a implantação e o aprimoramento de sistemas de informação voltados ao monitoramento da distribuição de tratamentos. Atualmente, atua na assessoria direta da coordenação e é responsável pela organização de eventos institucionais da área. Para Adriana, trabalhar na resposta ao HIV/Aids em São Paulo é uma experiência desafiadora e intensa, que combina gestão, cuidado e compromisso diário com a saúde pública.

Mais do que uma estrutura administrativa, a Coordenadoria de IST/Aids é um espaço de construção coletiva, onde conhecimento técnico, compromisso ético e defesa do direito à saúde se encontram. Em um cenário de desafios permanentes, a atuação desses profissionais sustenta uma política pública que reconhece o HIV/Aids como uma questão de saúde, cidadania e direitos humanos.
Ao encerrarmos esta série no aniversário da cidade de São Paulo, a homenagem se estende a cada trabalhadora e trabalhador que, nos bastidores da gestão pública, mantém viva uma resposta histórica à epidemia e reafirma, diariamente, o compromisso da cidade com a vida, com a diversidade, com o respeito, com a dignidade, com a tolerância e com o direito à saúde.
Redação da Agência de Notícias da Aids




