16/03/2014 – 10h45
Ativistas membros da Articulação Nacional de Aids (Anaids), de todas as regiões do pais, estiveram reunidos nos dias 14 e 15 de março em São Paulo. Uma das principais pautas da reunião foi a discussão sobre testagem em ONGs para o HIV. O Ministério da Saúde está conveniando com 40 organizações sociais para a realização de testes junto à população vulnerável. Durante o último Encontro Nacional de Aids, (Enong), em novembro de 2013, em Salvador, houve a decisão aprovada de não realizar este tipo de prestação de serviços dentro das organizações. Este impasse ocupou boa parte da reunião.
Os ativistas reviram as decisões do ENONG, principalmente a que prega a testagem somente em serviços de saúde, visando um adequado atendimento na revelação sorológica e a valorização do SUS. A secretaria da Anaids já solicitou informações ao Departamento de Aids sobre a forma de seleção das ONG para participação no projeto de testagem e vai elaborar nota sobre posicionamento do movimento da aids em relação esta prática por ONGs.
Pontos de preocupação
Segundo Rodrigo Pinheiro, presidente do Fórum de Ong/Aids, a preocupação é a garantia de sigilo, atendimento de qualidade e retaguarda de tratamento aos que forem testados dentro das organizações. Carlos Duarte do Gapa/RS acha importante “retomar a questão sobre os sistemas de saúde afirmando que a atual ordem é de testar e medicamentalizar, esquecendo-se o contexto da integralidade.” Já Jair Brandão da GESTOS/PE chamou a atenção para a falta de posicionamento governamental sobre a agenda pós 2015 em especial sobre cobertura/sistema de saúde e cobrou do governo federal uma posição clara sobre isto.
A próxima reunião do colegiado deve ser no Rio de Janeiro, no mês de outubro, devendo até La ocorrerem reuniões da coordenação para monitoramento das deliberações do ENONG e outras discussões, sobretudo sobre atenção básica e AIDS.


