04/02/2014 – 18h30
A amFAR começa a fazer amanhã, quarta-feira (5), a sua Contagem Regressiva para a Cura do HIV. É esse o nome da campanha que a Fundação para Pesquisa da Aids está lançando com o objetivo de investir 100 milhões de dólares em pesquisas sobre a cura do vírus nos próximos seis anos. Com nome em inglês Countdown to a Cure for HIV/Aids, a ação será lançada oficialmente no baile anual da amfAr em Nova York. A festa chega a São Paulo no dia 4 de abril. Será na casa do empresário Dinho Diniz, que recebeu o evento, repleto de celebridades, no ano passado.
“Uma década atrás, a cura do HIV foi considerada por muitos, se não por todos, da comunidade científica, como algo impossível”, afirma Kevin Robert Frost, CEO da amfAR. “Mas a ciência deu grandes passos nos últimos anos e, atualmente, há um consenso generalizado entre os pesquisadores de que uma cura para o HIV é possível e, inclusive, provável.”
“Hoje estamos em um momento histórico na luta contra aids”, acrescentou o presidente do Conselho da amfAR, Kenneth Cole. “Com uma economia crescente, os recentes avanços tecnológicos e o dinamismo da comunidade científica, agora é a hora de nos comprometermos a encontrar uma cura acessível e, finalmente, por fim à epidemia global.”
Desde a descoberta da doença há quase 30 anos, a amfAR tem estado à frente das pesquisas sobre HIV/aids e foi a primeira organização a incentivar constantemente pesquisas focadas na cura. Em 2010, a fundação lançou o Consórcio de Pesquisa sobre a Erradicação do HIV (CPEH), que apoia equipes de cientistas nas principais instituições de pesquisa ao redor do mundo, num esforço direcionado para explorar potenciais estratégias para eliminar a infecção pelo HIV.
Contagem Regressiva para o HIV/Aids é projetada para engrenar a intensidade desses esforços e dar concentração absoluta à pesquisa da amfAR nos próximos anos. A entidade informou que também pretende formar um “Conselho de Cura”, um grupo de voluntários que inclui alguns dos principais pesquisadores da doença no mundo para garantir que os investimentos serão feitos nas áreas mais promissoras.
“Há um consenso de que o obstáculo principal para a cura são os reservatórios de HIV que persistem em várias partes do corpo, impermeáveis à terapia antirretroviral”, diz a Dra. Rowena Johnston, vice-presidente e diretora de pesquisa da amfAR. A amfAR estabeleceu o que chama de “um roteiro de pesquisa” que identifica os quatro passos necessários para eliminar esta barreira: mapear as localizações precisas dos reservatórios; entender como o HIV resiste dentro deles; precisar a quantidade de vírus; e, finalmente, eliminar o vírus.
O caso do Paciente de Berlim, relatado em 2008, foi um divisor de águas no campo da pesquisa do HIV e uma prova de que a cura é possível. Em 2013, pesquisadores financiados pela amfAR foram capazes de documentar o primeiro caso de uma criança a ser curada e pacientes na França que foram considerados em remissão (ainda soropositivos, mas sem tratamento por longo tempo, sem nenhum sinal de progressão da doença).
Sobre a amfAR
A amfAR, Fundação para Pesquisa da AIDS, é uma das maiores organizações sem fins lucrativos do mundo dedicada ao apoio da pesquisa da aids, prevenção, tratamento, educação sobre o HIV e a defesa de uma boa política pública relacionada à aids. Desde 1985, investiu mais de R$ 810 milhões em seus programas e concedeu bolsas para mais de dois mil grupos de pesquisa em todo o mundo.
Os bailes da amfAR são famosos no mundo todo, sempre prestigiados por celebridades, como estrelas de Hollywood, empresários, atletas.
Redação Agência Aids



