América Latina pode erradicar a epidemia de aids até 2030, diz Unaids

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25/11/2014 – 10h

A epidemia de aids pode ser erradicada na América Latina por volta de 2030 se os governos empreenderem maiores esforços econômicos para combater a doença. É o que assegura César Núñez, diretor para a América Latina e o Caribe do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids).

Núñez esclareceu, no entanto, que o que se espera para 2030 é acabar com a aids “como epidemia e ameaça à saúde pública, não como doença”. Cerca de 1,6 milhão de pessoas vivem com o HIV, o vírus causador da aids na região, que,  em 2013, registrou 94 mil novas infecções e 47 mil mortes de causas relacionadas com a doença.

Segundo Núñez, se os governos da região assumirem “o compromisso com muito maior intensidade” e investirem mais recursos para facilitar o acesso a medicamentos e a exames modernos para o diagnóstico precoce do HIV, em 2030 haveria apenas 28 mil novas infecções, 70% a menos do que atualmente.

Países de renda alta e média, como Brasil, Chile, México, Argentina, Colômbia e Uruguai, financiam quase exclusivamente com recursos nacionais o combate à doença. Ao contrário, nações com rendimentos baixos e medianos, como Bolívia, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Paraguai, dependem de recursos de doadores para patrocinar um terço ou mais de suas respostas ao HIV.

”Em todos os países da América Latina há vácuo, existem brechas na resposta à doença”. Apesar de haver mais contribuição dos governos “não é suficiente”, disse Núñez. Com um aumento dos investimentos no ano 2020, segundo Núñez, 90% das pessoas com HIV saberiam que são portadoras do vírus contra os 50% atuais. E 90% delas teriam acesso a antirretrovirais, contra 47% agora, o que reduziria drasticamente os contágios.

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