Um a um, os alunos e alunas vão entrando acompanhados pelos professores ou coordenadores de curso. As turmas se misturam: menores aprendizes, auxiliares de enfermagem, estética, podologia, ensino médio e diferentes especialidades técnicas. Acomodam-se nas cadeiras do auditório, que aos poucos é totalmente preenchido.
Depois da apresentação do gerente da unidade, João Carlos Goia — também conhecido por todos como Johnny Goia —, a página da Agência Aids, com as principais notícias do dia, é exibida. Os motivos que levaram à fundação do portal também são apresentados.
Na sequência, os dados sobre as infecções pelo HIV na cidade de Piracicaba são apresentados pela enfermeira formada pela Unicamp, com mestrado em Saúde Coletiva, Karina Corrêa Contiero. Ela trabalha na rede municipal de saúde da cidade desde 2007. Atualmente, coordena o Programa Municipal de HIV/Aids e Hepatites Virais, além da Vigilância em Saúde.
“Temos ações de prevenção em bairros mais distantes do centro da cidade, nas universidades, em diferentes locais e contextos. Me chama atenção o fato de recebermos em nosso ambulatório pessoas que chegam já adoecidas, com o sistema imunológico comprometido. Imediatamente passam a receber tratamento e conseguimos vincular a maioria dos pacientes ao nosso serviço, acolhê-los e cuidar deles”, explicou.
Poliana Ribeiro de Andrade Garcia, enfermeira do Centro de Doenças Infectocontagiosas (CEDIC), responsável pelas ações externas do ambulatório, comentou que “chegar às populações mais vulneráveis, dialogar com elas e com os jovens nas universidades tem sido importante para prevenir novas infecções”. Poliana acompanhou Karina no encontro realizado no Sesc Piracicaba.
Silvia Almeida se apresenta, relata sua trajetória e destaca a importância do Grupo de Incentivo à Vida, ONG que a acolheu e onde aprendeu a viver com HIV e superar seus medos e inseguranças depois que recebeu o diagnóstico positivo para o HIV.
“Fiquei viúva com dois filhos para criar aos 31 anos. Aprendi muito no GIV. Tive o apoio da Anglo American, empresa onde trabalhei por muitos anos. Me tornei ativista, palestrante e integrante de uma das equipes de validação nacional da transmissão vertical do HIV, sífilis e hepatites. O HIV me ensinou a ser uma pessoa mais solidária, respeitosa e a ter mais esperança na vida.”
Em seguida, é exibida a Mandala da Prevenção. Cada item da Mandala é explicado detalhadamente por Karina, por Silvia e pela mediadora do encontro. Atentos, os alunos e alunas passam a tirar dúvidas:
“Uma pessoa que vive com HIV pode doar sangue?”
“Pelo que entendi, uma mulher que vive com HIV pode engravidar e, tomando os cuidados necessários, a criança poderá viver sem o vírus?”
“O que mais me chamou atenção foi a PrEP e a PEP, nunca tinha ouvido falar.”
Assim, depois de quase duas horas de conversa e interação, dúvidas são esclarecidas, perguntas respondidas e, mais uma vez, o silêncio em torno de um assunto que não pode ser resolvido por decreto é quebrado.
Dessa forma, o Senac de São Paulo promove saúde e esclarece dúvidas sobre uma doença que ainda não tem cura, mas pode ter seus efeitos diminuídos com educação e informação — como tem acontecido no ciclo Saúde, Informação e Cidadania, promovido pelo Senac São Paulo.
Galeria de fotos

A enfermeira Karina Contiero, coordenadora do Programa de ISTs/Aids de Piracicaba.

Silvia Almeida e a Mandala da Prevenção.

Os alunos, atentos, prestando atenção às informações que receberam.

Insumos de prevenção disponibilizados durante o encontro.

E fizeram sucesso entre os alunos.

Já virou tradição: a selfie encerrando o encontro em Piracicaba.
Redação da Agência de Notícias da Aids
Dicas de entrevista
Senac Piracicaba
Tel.: (19) 2105-0199
Centro de Doenças Infecto Contagiosas (Cedic)
Tel.: (19) 3437-7800



