
A Aliança Nacional LGBTI+ manifestou pesar pela morte do Papa Francisco, ocorrida nesta segunda-feira (21), destacando sua trajetória marcada pela busca de acolhimento e inclusão dentro da Igreja Católica. Em nota assinada por Toni Reis, diretor-presidente da entidade, o pontífice é lembrado como uma figura que promoveu a unidade na diversidade e abriu espaço para o diálogo com as populações historicamente marginalizadas.
“Como um homem gay, senti-me frequentemente representado e respeitado por suas palavras e atitudes que abriam os braços da Igreja a todos, independentemente de suas orientações ou identidades”, escreveu Toni Reis, que também preside a Associação Brasileira das Famílias Homotransafetivas e é diretor financeiro da Rede Gaylatino.
Francisco foi o primeiro papa latino-americano e argentino da história. Desde o início de seu pontificado, em 2013, adotou uma postura pastoral voltada para a escuta, o diálogo e o acolhimento, sem abrir mão da doutrina da Igreja, mas promovendo gestos simbólicos e falas que ressoaram fortemente entre minorias, inclusive a comunidade LGBTI+.
A nota também expressa o desejo de que o próximo líder da Igreja Católica siga os passos de Francisco em sua missão de amor e inclusão. “Que a Igreja escolha um novo líder que continue seu trabalho pastoral de maneira inclusiva e aberta, acolhendo todos os católicos e toda a humanidade”, afirmou Reis.
Para Toni, o legado de Francisco permanecerá como referência de um tempo em que o Vaticano deu sinais importantes de aproximação com grupos historicamente afastados da estrutura eclesiástica.
Redação da Agência Aids
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Aliança Nacional LGBTI+
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