AIDS NO MUNDO: OS DESTAQUES DA IMPRENSA INTERNACIONAL SOBRE O HIV/AIDS

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8/1/2007 – 11h40

O crescimento da pandemia da Aids entre os professores sul-africanos e o descaso do governo em desenvolver um programa de prevenção e tratamento voltado a esta classe trabalhista estão na pauta do jornal Business Day. No Japão, ao contrário de outros países desenvolvidos, os índices de prevalência do HIV continuam subindo e os níveis de informação continuam baixos. Um novo teste desenvolvido nos EUA para detectar vírus resistentes em soropositivos é o destaque da BBC, no Reino Unido.

O governo sul-africano parece estar ignorando uma recomendação do Conselho de Pesquisa de Ciências Humanas (Human Sciences Research Council – HSRC) e do Conselho de Pesquisa Médica (Medical Research Council – MRC) para implementar programas específicos de prevenção e tratamento do HIV/Aids voltados aos professores e, em vez disso, está preparando um programa sobre bem estar e saúde para alunos e professores. A informação é do jornal Business Day. Segundo o periódico, já há alguns anos existem temores de que o país esteja perdendo seus professores mais rapidamente do que eles podem ser treinados em decorrência da Aids. A recomendação veio depois de uma estudo realizado em 2004 pelos dois Conselhos sobre a incidência do HIV entre os professores. A ministra da Saúde Tshabalala-Msimang argumenta que há também outras patologias que atingem os professores, como a pressão alta, úlcera estomacal e diabetes, e declarou que a agenda do governo é criar um programa de saúde e bem estar geral voltado aos educadores e não um que atenda apenas ao HIV/Aids. A ministra, no entanto, admitiu que a verba para a criação de tal programa se origina da verba obtida junto ao Plano de Emergência do Presidente Bush para Alívio da Aids (PEPFAR) para compra de drogas anti-retrovirais para o tratamento de portadores do HIV, particularmente os professores.

Já na Ásia, o editorial do jornal “The Japan Times” comenta os últimos números divulgados pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids (UNAIDS) no final do ano passado e analisa a situação do Japão, alertando para o crescimento da pandemia. Apesar de ter números relativamente baixos, os casos de novas infecções pelo HIV têm crescido a cada ano. Em 2004, foram 780 novas infecções e 385 novos casos de Aids, totalizando 1.165 casos. Em 2005, os números foram 835 e 367, respectivamente, somando um total de 1.199 casos. Já nos primeiros três trimestres de 2006, estes números chegaram a 679 e 305, um total de 984 casos. É esperado que o total do ano passado atinja um nove recorde. Entre os países desenvolvidos, o Japão é um caso raro onde a Aids está crescendo. De 1989 a 2005, o total acumulado de caoso chega a 11.036. O jornal afirma que o grande problema é que, enquanto a pandemia cresce entre os jovens, o nível de conscientização da sociedade sobre os perigos da doença continua baixo. O editorial ainda ressalta que a porcentagem de casos atribuídos às relações entre pessoas do mesmo sexo e às relações heterossexuais em 2005 é o mesmo: 37%.

A BBC destaca um novo teste para detectar vírus resistentes que podem ser detectados até em níveis bastante baixos no sangue de pacientes soropositivos. O teste, desenvolvido pelo Duke University Medical Centre, na Carolina do Norte, EUA, está descrito na revista Nature Methods. Os genes do vírus HIV sofrem mutações muito rapidamente, fazendo que muitas pessoas infectadas tenham diferentes formas do vírus em seus corpos. Em alguns casos, eles se tornam resistentes às drogas anti-retrovirais, fazendo com que o tratamento deixe de ser eficaz. O professor Feng Gao, que ajudou a desenvolver o teste, disse que já existem outros testes disponíveis capazes de detectar vírus resistentes, mas eles levam muito tempo para serem realizados e só conseguem detectar essa variação de vírus quando ela está presente em altas quantidades no fluxo sanguíneo. Com o novo teste, o resultado será conhecido mais rapidamente, tornando possível um diagnóstico precoce e a prevenção do desenvolvimento da resistência aos medicamentos, possibilitando ao paciente ter o tratamento adequado o quanto antes.

Fonte: Today’s News

Redação e tradução: Maurício Barreira

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