12/2/2007 – 16h00
A falta de profissionais de saúde e de prisões especiais pode estar causando o crescimento da epidemia da Aids na Indonésia. Em Moçambique, programas de rádio e televisão feitos por jovens quebram tabus. O projeto conta com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). E o ministro da Saúde do Irã anuncia o início da produção de um novo medicamento contra a Aids elaborado à base de ervas.
O Jakarta Post, informa que a prevenção do HIV/Aids nas penitenciárias de toda a Indonésia está sendo dificultada pela falta de profissionais de saúde e pela prevalência de usuários de drogas injetáveis nas prisões. O diretor da divisão de uso de drogas do ministério da Justiça e Direitos Humanos Sihabuddin afirmou que a escassez desses profissionais nas prisões está impedindo o trabalho de prevenção, apesar da disponibilidade de mini-laboratórios em alguns presídios para a realização de testes sanguíneos. De acordo com o ministro, uma solução provisória ao problema seria estabelecer parcerias com hospitais próximos e centros de saúde comunitária. A declaração foi feita durante os quatro dias do Encontro Nacional de HIV/Aids, realizado na semana passada na cidade de Surabaya. Ele ressaltou que dos 32 mil presidiários que cumprem penas por delitos relacionados ás drogas, 20 a 30% estão infectados pelo HIV. Na Indonésia, o número de condenados soropositivos dobrou em 2002, provavelmente devido à falta de prisões especiais no país para os condenados por infrações relacionadas às drogas.
Assuntos como HIV/Aids e tráfico de crianças, geralmente considerados tabu na sociedade moçambicana, estão sendo discutidos abertamente por adolescentes que apresentam programas de rádio e televisão voltados para jovens. O objetivo da iniciativa é empoderar crianças e ajudá-las a lidar com uma ampla gama de questões. O coordenador do projeto, Coutinho Zitha, contou que 233 crianças com idade de 8 a 18 anos estão trabalhando em cerca de duas dúzias de programas que são veiculados local e nacionalmente em 16 dialetos e também em português. “Nossos programas são elaborados para nosso público – crianças e adolescentes de Moçambique – então, nós focamos questões como direitos da criança, HIV, educação, gravidez, casamento precoce e outros assuntos menos sérios como esportes e música, durante os programas que são exibidos diariamente e semanalmente.”
O secretário da Sociedade Farmacista Iraniana Saeed Vagefi afirmou nesta segunda-feira, 12, que um novo medicamento á base de ervas iraniano para o tratamento da Aids deve ser disponibilizado para comercialização dentro de dois meses. Em entrevista à Islamic Republic News Agency (IRNA), um membro do governo declarou que estavam sendo planejadas medidas financeiras para que os portadores do HIV tenham acesso gratuito ao medicamento. Jovens cientistas iranianos desenvolveram o remédio chamado IMOD em 15 diferentes centros de pesquisa após 4 ou 5 anos de pesquisa. Segundo a IRNA, a droga, que foi testada em duzentos voluntários, é eficaz no controle da proliferação do vírus no sistema sanguíneo e aumenta a imunidade da pessoa infectada. O ministro da Saúde Kamran Baqeri Lankarani anunciou que o medicamento será licenciado em breve para venda nos países europeus.
Fonte: Today’s News
Tradução e redação: Maurício Barreira



