12/11/2007 – 16h10
A Associated Press informou que a Organização das Nações Unidas fez um apelo nesta sexta-feira, 12, para que os líderes do Sudeste Asiático se esforcem mais para conter a proliferação da Aids, pedindo para que sejam aumentados os subsídios destinados ao tratamento e programas voltados para as populações vulneráveis. A Ásia tem o segundo maior número de pessoas vivendo com o HIV, ficando atrás apenas da África e, pela primeira vez, líderes membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático participarão neste sábado de uma sessão especial sobre HIV/Aids, sinalizando seu comprometimento em deter a doença. O diretor regional do Programa das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (UNAIDS) salientou que é necessária uma “forte liderança política” e afirmou que a epidemia “não é apenas uma tempestade passageira, é uma ameaça à ao desenvolvimento à segurança”. Rao pede um “poderoso e substancial financiamento para programas de HIV com foco nas profissionais do sexo, homens que fazem sexo com homens e usuários de drogas injetáveis.” O sudeste asiático tem o mais alto índice de infecção do continente. Segundos dados de 2006, estima-se que 1,6 milhões de pessoas vivem com o HIV na região, incluindo 39 mil crianças e 500 mil mulheres. No ano passado, ocorreram 180 mil novas infecções e 111 mil pessoas morreram em decorrência da Aids.
No Malauí, continente africano, o jornal Daily Times alerta para o perigo de promover a abstinência sexual como a única maneira de combater o HIV/Aids e comenta o comportamento sexual contraditório dos profissionais de saúde. “Os proponentes da abstinência talvez ignorem o fato de que o sexo é uma necessidade física. Embora utilizar um preservativo possa ser uma prática mais segura, muitas pessoas ainda não vêem necessidade de usá-lo e o mais preocupante é que os profissionais da área da saúde, que têm muitas informações sobre o HIV/Aids, ainda se envolvem em comportamento de risco”, diz o texto. A reportagem coloca a seguinte questão: o conhecimento pode levar à mudança de comportamento? Profissionais de saúde estão morrendo sem receber tratamento médico adequado. Eles parecem não ter consciência de que também podem ser afetados pela doença, não se preocupam em se submeter ao teste de HIV e não usam a informação que têm – e com a qual orientam os pacientes – para se proteger contra a Aids e, tornando-se vulneráveis. Os profissionais de saúde também são tidos como o pior grupo no que diz respeito ao estigma e à discriminação aos companheiros de trabalho, por isso muitos deles não se submetem à testagem e aconselhamento. Eles pregam a abstinência como a principal forma de se prevenir contra o HIV, mas eles próprios não conseguem se abster. Hoje, a Aids é a maior causa de mortalidade no Malauí, matando dez pessoas por hora e reduziu a expectativa de vida para 38,5 anos. Estima-se que existam 500 mil órfãos em decorrência da Aids no país.
Um gatilho para “desligar” infecções virais, tais como a herpes e a Aids, é o destaque do site indiano South Asian Women’s Fórum (acesse). Pesquisadores da Universidade de Princetown, Estados Unidos, afirmaram que os vírus causadores dessas doenças podem ser desativados indefinidamente com um toque em um “botão genético”. A dupla de cientistas Leor Weinberger and Thomas Shenk descobriu um gatilho genético específico que faz o HIV retroceder para sua fase latente, onde o vírus permanece inativo, relativamente inofensivo, mas aguardando uma oportunidade para re-emergir e causar danos. Eles estudaram o papel de uma proteína do HIV, chamada Tat, em iniciar e interromper as reações químicas que levam à manifestação integral da infecção. Baseado nesse trabalho e outros estudos anteriores, eles chegaram à conclusão de que essa proteína e as enzimas que a modificam servem como um “resistor”, um componente de um circuito elétrico que reduz o fluxo da corrente. Weinberger acredita que a compreensão do processo pelo qual o “resistor” afeta os vírus pode ajudar a criar medicamentos para tratar algumas das doenças mais perigosas, além da Aids.
Fonte: Today’s News
Redação e tradução: Maurício Barreira



