AIDS NO MUNDO: AS NOTÍCIAS INTERNACIONAIS SOBRE O HIV/AIDS

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10/1/2007 – 17h30

Nesta quarta-feira, 10, os veículos internacionais destacam a nova Estratégia Nacional para o HIV/Aids do Nepal para os próximos seis anos, a falta de medicamentos anti-retrovirais em Mianmar, na Ásia, e uma análise do impacto do HIV/Aids na África do Sul.

Com o objetivo de atender as necessidades da população mais vulnerável em relação à prevenção, tratamento e cuidados do HIV/Aids, o Ministério da Saúde e População do Nepal está aprovando esta semana uma nova Estratégia Nacional para o HIV/Aids para os próximos seis anos, informa o Hymalayan Times. De acordo com a estratégia, o foco dos Programas Nacionais de HIV/Aids estará na prevenção e no acesso universal ao tratamento, cuidados e apoio. Está programada também uma resposta baseada nos direitos das pessoas afetadas pelo HIV/Aids. É sugerida uma reforma da legislação e políticas para garantir proteção aos grupos vulneráveis contra a discriminação e um maior acesso aos programas. De acordo com o relatório da Estratégia Nacional de HIV/Aids 2002/06, os programas de prevenção atingiram apenas 35% das profissionais do sexo, 8,6% dos usuários de drogas injetáveis (UDI), 5,4% dos homens que fazem sexo com homens (HSH) e menos de 1% dos imigrantes. O relatório também diz que apenas 31% das profissionais do sexo, 5,2% dos UDI, 0,03% dos imigrantes e 0,04% dos HSH receberam testagem de HIV, indicando que a distribuição do serviço não foi eficaz e suficiente.

Hospitais e clínicas em Yangon, capital de Mianmar, que tratam portadores do HIV/Aids pararam de fornecer medicamentos anti-retrovirais para novos pacientes, sob o argumento de que os estoques estão esgotados, segundo um membro do partido de oposição ao governo National League of Democracy (NLD), preocupado com o bem estar das vítimas da doença. O NLD cuida atualmente de mais de 300 portadores do HIV que recebem tratamento anti-retroviral. Outros 40 pacientes que adoeceram recentemente tiveram o tratamento negado, declarou o membro do partido Phyu Phyu Thin. A notícia é do jornal Irrawaddy News, da Tailândia. A Organização Mundial da Saúde relatou no mês passado que Burma tem 339 mil portadores do HIV/Aids. O Japão se comprometeu a doar US$ 2,65 milhões ao UNICEF para ajudar a combater a Aids e a malária em Mianmar, enquanto o governo norueguês vai contribuir com cerca de US$820 mil para combater o HIV/Aids, tuberculose e malária.

Artigo publicado na terça-feira, 9, no jornal Mail & Guardian analisa o impacto do HIV/Aids na África do Sul, e diz que “o país enfrenta uma situação ainda não conhecida na história da humanidade.” Fatores sociais, históricos e biológicos conspiraram para criar uma epidemia que tem duas características singulares: mata adultos e está desproporcionalmente atingindo as mulheres. Ainda segundo o periódico, as conseqüências são mudanças no tamanho, crescimento e estrutura da população da África do Sul, diminuindo a expectativa de vida, aumentando a mortalidade, especialmente entre adultos dos 20 aos 49 anos e um crescimento no número de órfãos. As repercussões sociais destas mudanças são desconhecidas e, em grande escala, não pesquisadas. O longo período de incubação do HIV significa que o número de infecções atuais ainda está se formando e se acumulará até que os esforços de prevenção comecem a funcionar de maneira eficaz. Por exemplo, os 500 mil novos casos de infecção estimados em 2006 só começarão a adoecer a partir de 2012. As estimativas variam, mas geralmente considera-se que 11% (5,3 a 5,5 milhões) da população adulta do país seja soropositiva.

Fonte: Today’s News

Redação e tradução: Maurício Barreira

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