Aids: formas de saber, formas de adoecer é tema de seminário LGBT em Brasília

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 02/06/2014 – 17h15

Michel Sidibé, diretor executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids (Unaids), Jean Wyllys, deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro, Laisa Abramo, representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Roseli Tardelli, diretora da Agência de Notícias da Aids, estão entre os convidados da 11ª edição do Seminário Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), que acontece nessa terça-feira (3), em Brasília. Esse ano, o evento tem como tema “Aids: formas de saber, formas de adoecer”.

Além de representantes do governo federal, da sociedade civil e de especialistas em saúde, direito, sexualidade, psicologia, sociologia e cultura, entre os convidados estão integrantes do portal de humor Porta dos Fundos, que, recentemente, fez a série “Viral” , sobre a amizade entre dois amigos, sendo que um deles se descobre soropositivo. A abertura será às 9 horas e o encerramento, às 18h, no Plenário 9 da Câmara dos Deputados.

O objetivo do encontro é promover o diálogo entre esses segmentos, além de gerar subsídios legislativos e conteúdos para a mídia pública do Congresso Nacional sobre caminhos para o enfrentamento das DST/HIV/Aids. Na programação, estão temas pertinentes aos direitos humanos, como a busca da eficácia das leis contra a discriminação e a violência que protegem populações de maior risco, a implementação e a resistência a políticas públicas e campanhas de cunho preventivo.

Segundo o deputado Jean Wyllys, um dos coordenadores das Frentes dos Direitos Humanos, LBGT e de Enfrentamento às DST/HIV/Aids, e autor do requerimento na Comissão de Direitos Humanos, abrir esse debate para a sociedade é imprescindível, pois a temática da aids envolve não só a população LGBT, com os jovens gays sendo um dos grupos mais atingidos pela infecção, mas também os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, da população carcerária, da pobreza, da saúde masculina, da transexualidade e dos direitos das mulheres (cisgênero e transgênero) prostitutas.
“É um tema que envolve diversas questões que nos são caras e por isso decidimos tratar dele amplamente, convidando outros atores sociais com os quais o movimento LGBT precisa dialogar para sair do gueto”, explica o deputado.

Jean Wyllys ressalta que a escolha do tema também se dá em razão dos retrocessos realizados pelo Ministério da Saúde (MS) nas políticas de prevenção e contemplação dos jovens gays e profissionais do sexo. Essas populações são, segundo dados do MS, as mais vulneráveis. “Temos o desafio de fortalecer a nossa luta por políticas públicas de prevenção e de atenção às pessoas vivendo com HIV/Aids e de produzir um discurso que não as estigmatize”, continua o deputado.

O Seminário LGBT do Congresso Nacional este ano é organizado em conjunto pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias, Comissão de Seguridade Social e Família e Comissão de Legislação Participativa, da Câmara dos Deputados e em parceria com a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos e Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT.

Dicas  de entrevistas:
Assessoria de Comunicação do gabinete do deputado Jean Wyllys: (61) 3215-5646.

Comissão de Direitos Humanos e Minorias: (61) 3216.6570


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