
Apesar do aumento geral na vacinação infantil nas Américas em 2024, 1,4 milhão de crianças na região não receberam nenhuma dose do imunizante tríplice DTP, que protege contra difteria, tétano e coqueluche. As informações estão no relatório “ Estimativas de Cobertura Nacional de Imunização”, da Organização Mundial da Saúde e o Unicef, divulgado esta semana.
Nas Américas, o número das chamadas “crianças com zero doses” dessa vacina – que tem um ciclo de 3 doses – aumentou em 186 mil em relação ao ano anterior, atingindo um total de 1 milhão quatrocentas e sessenta e cinco mil crianças. A cobertura da terceira dose da DTP permaneceu em 86%, mas nove dos 35 países e territórios notificaram níveis abaixo de 80%, aumentando o risco de surtos. Além disso, três países registraram taxas de evasão acima de 10% entre a primeira e a terceira dose.
Em todo o mundo, são cerca de 14,3 milhões de crianças que não receberam nenhuma dose desta vacina tríplice especificamente. Até 2024, 85% das crianças em todo o mundo tinham completado a série com 3 aplicações.
A boa notícia é que a cobertura vacinal para esse público melhorou, nas Américas, em relação a outras doenças, como caxumba, sarampo, rubéola e hepatite B, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde.
A vacina tríplice MMR, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, teve aumento na cobertura com a primeira dose de 86% para 88%, e com a segunda dose, de 75% para 77%. Já para o imunizante pneumocócico conjugado, que protege contra infecções como pneumonia, meningite e otite média, a cobertura cresceu de 76% para 79%; enquanto a vacinação de bebês de Hepatite B ao nascer atingiu 68% em 2024, aumentando 4% em relação ao ano anterior.


