Gestor da Casa Florescer, Alberto “Beto” Silva dedicou sua trajetória à defesa da dignidade e dos direitos da população trans em situação de vulnerabilidade social.
O movimento LGBTQIA+ brasileiro perdeu, nesta segunda-feira (27), uma de suas mais importantes referências no acolhimento e na defesa dos direitos da população trans. Morreu Alberto Silva, o Beto Silva, gestor da Casa Florescer, equipamento pioneiro de atendimento à população trans e travesti em situação de rua na cidade de São Paulo.
A notícia provocou uma onda de comoção entre ativistas, organizações da sociedade civil e pessoas que conviveram com sua trajetória marcada pelo compromisso com a dignidade humana, o cuidado e a garantia de direitos.
Em nota de pesar, a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP) lamentou profundamente a morte de Beto e destacou sua contribuição para a construção de uma política pública baseada na escuta, no respeito e na inclusão.
“Ao longo de sua trajetória, Beto fez do acolhimento um compromisso diário. Sua atuação esteve diretamente ligada ao fortalecimento da Casa Florescer, equipamento pioneiro no atendimento à população trans em situação de rua, onde ajudou a construir uma rede de cuidado baseada no respeito, na escuta e na garantia de direitos”, afirmou a entidade.
Segundo a associação, sua dedicação impactou profundamente a vida de centenas de pessoas e demonstrou que políticas públicas só cumprem plenamente seu papel quando são acompanhadas de humanidade, presença e compromisso com quem mais precisa.
A APOLGBT-SP também manifestou solidariedade à família, aos amigos, à equipe da Casa Florescer e às pessoas que tiveram suas vidas transformadas por seu trabalho.
“Que seu legado siga inspirando aqueles e aquelas que acreditam que acolher também é um ato de resistência, justiça e amor”, conclui a nota assinada por Nelson Matias, presidente da entidade.
Homenagens
A morte de Beto Silva mobilizou rapidamente lideranças do movimento LGBTQIA+, que recorreram às redes sociais para prestar homenagens.
Em publicação no Instagram, Cássio Rodrigo lamentou a perda do amigo e companheiro de militância.
“@betosilvaoficial, meu amigo de tantas lutas! Triste receber a notícia da tua partida! Irá deixar um grande vazio de generosidade, de resistência, de fé! Que sua passagem seja abençoada e que você continue sempre brilhando no nosso céu! Saudades!”, escreveu.
A mensagem traduz o sentimento compartilhado por pessoas que acompanharam a trajetória de Beto, reconhecido pelo trabalho desenvolvido na Casa Florescer e pela defesa intransigente dos direitos da população trans.
À frente da Casa Florescer, seu trabalho foi marcado pelo acolhimento, pela defesa da cidadania e pelo compromisso com uma sociedade mais justa e inclusiva.
Sua morte deixa uma lacuna no movimento LGBTQIA+, mas seu legado permanece vivo na história da Casa Florescer, nas pessoas que acolheu e na luta permanente pela dignidade, pelo respeito e pelos direitos humanos.
#betosilva,presente!
Redação da Agência de Notícias da Aids



