A busca pela cura do HIV não pode parar: Ativistas e gestores parabenizam Cidadãs Posithivas por campanha ‘Cura Já’ 

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A cura do HIV está mais perto do que se imagina. O dia da cura chegou, está ao alcance do nosso ativismo pulsante, maduro e comprometido com o fim da epidemia de aids. A mensagem faz parte da campanha #mncp_curaja, lançada nesta semana, durante o Encontro do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas, que aconteceu em São Paulo. (Leia mais)

Nas redes sociais, mulheres vivendo com HIV de diferentes estados tem compartilhado suas histórias em vídeos e defendido mais investimentos em pesquisas promissoras sobre a cura. A campanha faz parte das ações do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas em alusão ao Dezembro Vermelho, mês de luta contra a aids.

Em entrevista à Agência Aids, ativistas e gestores parabenizaram as Cidadãs pela iniciativa. “Somo minha voz às Cidadãs Posithivas. Queremos cura em todos os aspectos e com garantia de justiça social, como sempre defendeu Betinho, e cidadania para todas as pessoas com HIV no mundo. Queremos cura biológica, cura ideológica, cura social, cura política, cura moral, cura em todos os níveis, por mais que essa palavra ainda seja incipiente para revelar a complexidade de nosso clamor, que a CURA traga, como aprendemos com um corpo curado, a regeneração de nossa humanidade, no sentido mais profundo da palavra”,  disse o ativista Salvador Corrêa, consultor sobre HIV/aids, psicólogo, escritor, sanitarista e membro da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids no Rio de Janeiro.

Na mesma linha, a coordenadora na Coordenadoria Municipal de IST/Aids de São Paulo, Cristina Abbate, destacou que “embora a população possa acessar a Terapia Antirretroviral (TARV) gratuitamente em todo o Brasil pelo SUS, o que é uma conquista insubstituível, a busca pela cura não pode parar.”

Confira a seguir os depoimentos na íntegra:  

Alessandra Nilo, jornalista, co-fundadora e coordenadora Geral da Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero: “Eu acho que é uma campanha muito importante, porque nós temos visto poucas discussões sobre a questão da cura da aids, e campanhas assim ajudam a visibilizar que é uma prioridade e que deve ser uma prioridade realizar campanhas sobre esse tema. A cura e a vacina são emergências!”

 

Cristina Abbate, coordenadora na Coordenadoria Municipal de IST/Aids de São Paulo: “Embora a população possa acessar a Terapia Antirretroviral (TARV) gratuitamente em todo o Brasil pelo SUS, o que é uma conquista insubstituível, a busca pela cura não pode parar. Desde o início da epidemia, os grupos organizados da sociedade civil conduzem diversos avanços sociais e mantêm acesa a motivação para a descoberta da cura. As pessoas que vivem com o vírus aguardam isso há décadas e merecem essa conquista.”

 

Beto de Jesus, diretor da AHF Brasil: “A campanha do MNCP nos mostra que há pelo menos duas curas possíveis para o HIV, e a primeira delas é lutar contra o estigma, a discriminação, o preconceito e a desinformação. Esta é uma responsabilidade de todos nós, de toda sociedade, que é a luta por respeito e dignidade às pessoas que vivem com HIV. A segunda cura possível depende diretamente da vontade política, tanto no âmbito público quanto no privado, para ampliar o acesso a tecnologias de prevenção e testagem; e o investimento em pesquisas de novos tratamentos e vacinas. A ciência já nos trouxe a uma realidade inimaginável 40 anos atrás: hoje, com o tratamento, uma pessoa pode viver com HIV, mas não mais transmiti-lo. Isso é revolucionário. Agora, precisamos dar o próximo passo, que é perseguir a cura propriamente dita do HIV.”

Dra. Rosa Alencar, coordenadora-adjunta do Programa Estadual de IST/Aids de São Paulo: “São 40 anos de epidemia e o desenvolvimento de várias tecnologias que resultaram na possibilidade de prevenir novas infecções, diagnosticar precocemente, tratar com qualidade de vida as pessoas vivendo com HIV/aids. Apesar de  todos esses avanços que possibilitam que essa população tenha longevidade similar àquela de uma pessoa que não vive com HIV ou aids, a infecção pelo HIV/aids demanda uso contínuo de medicamentos. Nesse sentido, a campanha Cura Já, do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas vem reforçar a necessidade e importância de ampliar os esforços para fomentar pesquisas nessa direção e a importância de intensificar o combate ao estigma e a discriminação contra as pessoas vivendo com HIV/aids.”

Salvador Corrêa, ativista, consultor sobre HIV/aids, psicólogo, escritor, sanitarista e membro da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids no Rio de Janeiro: “Desde que a aids surgiu como epidemia, ativistas têm se mobilizado pela melhoria do tratamento e  também da cura. Conseguimos muitas conquistas, mas as barreiras sociais ainda impedem que os avanços científicos sejam acessados por todas as pessoas no mundo. O tratamento precisa ser universal, não apenas nos documentos, mas no efetivo cuidado em saúde.  Somo minha voz às Cidadãs Posithivas. Queremos cura em todos os aspectos e com garantia de justiça social, como sempre defendeu Betinho, e cidadania para todas as pessoas com HIV no mundo. Queremos cura biológica, cura ideológica, cura social, cura política, cura moral, cura em todos os níveis, por mais que essa palavra ainda seja incipiente para revelar a complexidade de nosso clamor, que a CURA traga, como aprendemos com um corpo curado, a regeneração de nossa HUMANIDADE, no sentido mais profundo da palavra. Que possamos eliminar as políticas de morte, e fazer ecoar cada vez mais vida e cada vez mais cura em nós, especialmente agora que já temos a cura biológica como perspectiva. Que possamos seguir nos inspirando em Betinho e que mesmo quando a cura biológica chegar, seja em políticas de vida, acessível para todas as pessoas, guiada pela solidariedade e por nossa força coletiva. Como nos lembra Betinho em seu texto “O dia da Cura” de 1994: “De repente me dei conta de que a cura da aids sempre havia existido, como possibilidade, antes mesmo de existir como anúncio do fato acontecido, e que seu nome era vida. Foi de repente, como tudo acontece.”

Marta McBritton, presidente do Instituto Cultural Barong: “Parabenizo o MNCP pela campanha, a mensagem é forte e necessária. Além do investimento em pesquisas e em campanhas contra o estigma, é preciso incentivar a presença de representantes do movimento social em Congressos Internacionais de HIV/Aids e outros ambientes de troca de saberes. A cura e também a erradicação da transmissão é possível. Estive na Fast Track 2023 e embora o Brasil tenha trabalhos relevantes, somente por volta de 10 brasileiros conseguiram apresentar suas experiências. Amsterdam em 2022 identificou somente 6 casos de HIV e pretende zerar a infecção em 2024. Logo, é possível. Aguardo ansiosa as peças da campanha.”

Confira os primeiros depoimentos da campanha

 

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Redação da Agência de Notícias da Aids

 

Dicas de entrevista

ONG Gestos

Tel.: (81) 98709-3999

AHF Brasil

Tel.: (11) 93352-7760

Salvador Correa

E-mail: salvadorcamposcorrea@gmail.com

Programa Estadual de IST/Aids de São Paulo

Tel.: (11) 5087-9937

Coordenadoria de IST/Aids de São Paulo

Tel.: (11) 2027-2196

Instituto Cultural Barong

Tel. (11) 96636-3897

 

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