
Nesta terça-feira (04), o mundo celebra o Dia Mundial de Conscientização sobre o HPV, uma data fundamental para reforçar a importância da prevenção contra esse vírus. O HPV está diretamente ligado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, como os de colo do útero, ânus e orofaringe. No Brasil, a infecção pelo HPV representa um desafio significativo para a saúde pública, e a vacinação, disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é a principal forma de prevenção. No entanto, a cobertura vacinal ainda está abaixo da meta recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Vacinação para pessoas vivendo com HIV e outros grupos prioritários

A vacina contra o HPV é especialmente recomendada para pessoas vivendo com HIV/aids, pois possuem maior risco de desenvolver complicações relacionadas ao vírus, incluindo lesões persistentes e cânceres. No SUS, a imunização é oferecida a esse grupo na faixa etária de 9 a 45 anos, com um esquema de três doses para garantir maior proteção e eficácia.
Além das pessoas vivendo com HIV, outros grupos também têm direito à vacina pelo SUS:
Usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) para o HIV (15 a 45 anos);
Pacientes oncológicos (9 a 45 anos);
Transplantados de órgãos sólidos ou de medula óssea (9 a 45 anos).
O esquema vacinal consiste em três doses aplicadas nos seguintes intervalos:
Primeira dose: aplicação inicial;
Segunda dose: dois meses após a primeira;
Terceira dose: seis meses após a primeira dose.
Entrevista com especialista

Médico infectologista Dr. Álvaro Furtado (Imagem: arquivo pessoal)
Para esclarecer dúvidas sobre a vacinação contra o HPV, a Agência Aids entrevistou o médico infectologista Dr. Álvaro Furtado, do Centro de Referência e Treinamento em IST/Aids de São Paulo e do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP). Segundo ele, “a vacinação é uma ferramenta crucial na prevenção do HPV e deve ser incentivada, especialmente entre grupos mais vulneráveis, como pessoas vivendo com HIV”.
Relembre aqui a entrevista completa.
A importância da prevenção
A prevenção é a principal estratégia contra o HPV. Além da vacinação, o uso de preservativos em todas as relações sexuais reduz significativamente o risco de transmissão, embora não ofereça proteção total, pois o vírus pode estar presente em áreas não cobertas pelo preservativo.
O rastreamento regular com exames preventivos, como o Papanicolau, também é essencial para detectar precocemente alterações celulares que possam indicar risco de câncer.
A conscientização sobre o HPV e a ampliação da cobertura vacinal são medidas fundamentais para reduzir as complicações associadas ao vírus, garantindo mais saúde e qualidade de vida para toda a população.
Redação da Agência Aids



