Dados foram divulgados recentemente pelo Ministério da Saúde e reacendem alerta para a importância do diagnóstico precoce e tratamento adequado

De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS) divulgados recentemente, 74 mil grávidas foram diagnosticadas com sífilis no Brasil, em 2021. A doença é sexualmente transmissível e, se não tratada, pode levar a malformações do bebê e parto prematuro. Quanto antes feito o diagnóstico, menores as chances de complicações.
“Muitas vezes, as lesões estão no canal vaginal e atrás do colo do útero. A mulher não sente, não vê e nem sabe que está doente. Daí a importância da testagem”, explica o infectologista Celso Granato, diretor clínico do Fleury Medicina e Saúde. A recomendação do MS é de que os exames sejam feitos na primeira consulta do pré-natal, na 28ª semana e na hora do parto. Mas o casal também pode realizá-los antes de engravidar e fazer sexo com proteção ao longo da gestação.
Em caso de diagnóstico positivo: como proceder?
Deve ser investigado todo recém-nascido cuja mãe apresentou teste positivo durante a gestação, no parto ou na suspeita clinica de sífilis congênita. O exame realizado no recém-nascido, é o VDRL que deve ser comparado com o VDRL da mãe. Ele deve ser coletado do próprio recém-nascido e não do cordão umbilical. Caso a criança seja dianosticada com a doença, após o tratamento, é importante que ela seja acompanhada por um pediatra até os 2 anos de idade.


