453 ANOS DE SÃO PAULO: GAPA-SP, A PRIMEIRA ONG DO PAÍS E DA AMÉRICA LATINA COMPLETA 22 ANOS EM ABRIL

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25/01/2007 – 16h40

Maior cidade do Brasil, São Paulo completa 453 anos nesta quinta-feira (25/01). Pelo tamanho, história, vocação e crescimento desorganizado, o enfrentamento do HIV/Aids na maior metrópole brasileira revela números impressionantes.Segundo dados disponíveis no último exemplar do “Jornal DST/Aids da Secretaria da Saúde”, no ano passado foram distribuídos 25 milhões de preservativos masculinos. Além da ação direta que cerca de 76 organizações não governamentais realizam na cidade, a Rede Municipal Especializada em DST/Aids atende aproximadamente 50 mil indivíduos. São pessoas que vivem com HIV/Aids, pessoas em investigação de DST e Aids e pacientes em tratamento de DST. São Paulo disponibiliza tratamento para aproximadamente 10 mil pessoas que usam os anti-retrovirais e são atendidas na rede municipal. A cidade com seus cantos e histórias,com sua gente rica e singela, com seus contrastes e ainda oportunidades, tem 20% dos casos de Aids notificados no Brasil. Neste aniversário, vamos lembrar um pouco da história solidária e cidadã que a cidade construíu no enfrentamento da pandemia. No texto que segue, discorremos sobre a primeira ONG do país e da América Latina voltada exclusivamente para a luta contra a Aids.

Era um sábado e um grupo de pessoas reuniu-se para oficializar a criação de uma organização não governamental que tinha como objetivo articular o “enfrentamento da epidemia” da Aids. O dia é 27 de abril. O ano? 1985. A ONG é o Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (GAPA). Como a própria entidade explica em sua página da internet (para acessar o site, clique aqui), a instituição “surgiu da discussão de um grupo de pessoas indignadas com a falta de atendimento e o nível de preconceito da sociedade, em relação às pessoas atingidas pela Aids.”

Inicialmente focada na capital paulista, a idéia desses grupos reivindicatórios se espalhou pelo país a partir de 1987. Atualmente, o GAPA forma uma espécie de “rede” composta por 17 grupos ligados ao mesmo “código de ética”. Contudo, essas filiais (ou representações) possuem “autonomia” para executar suas ações, sempre voltadas ao combate e prevenção da pandemia de Aids.

Desde o início dos anos 90, tem sido recorrente a avaliação positiva do trabalho do GAPA. Esse reconhecimento materializou-se em diversos prêmios: Profissionais do Ano, de 1991 (concedido pela TV Globo); Garoa de Prata, de 1992 (conferido pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Esporte e Turismo); Prêmio Direitos Humanos, 1996 (concedido pela Presidência da República, na época ocupada por Fernando Henrique Cardoso); entre outros.

Segundo José Carlos Veloso, atual presidente, a entidade possui 15 funcionários. “Colaboradores e voluntários é muito mais”, garante. Contudo, ele não sabe o número exato. Apenas para manter a estrutura do GAPA, o gasto mensal gira em torno de “três a quatro mil reais”. Veloso explica que, assim como a “maioria das ONGs”, as fontes de recursos da organização têm se diversificado. O ativista lista-as: “convênios, doações, parcerias com empresas privadas, bazares, produtos feitos por nós.”

Entre outros serviços, o GAPA promove palestras e treinamentos, atendimento jurídico aos portadores da síndrome e cursos de alfabetização para jovens e adultos. A entidade aceita doações. Tanto dinheiro, como “roupas e utensílios domésticos”. Quem quiser ajudar, pode entrar em contato pelos seguintes números: (0XX11) 3333-5454/2528.

Redação da Agência de Notícias da Aids

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