1º de Dezembro: Prefeitura de São Paulo realiza teste rápido por fluído oral na Praça da República

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01/12/2014 – 14h

Aconteceu hoje (1º) uma testagem rápida e gratuita por fluído oral para HIV na Praça da República, em São Paulo. A ação é  pelo Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo e vai até às 16h.

De acordo com Ana Lucia Spiassi, coordenadora de prevenção do Programa Municipal de DST/Aids, o teste por fluído oral é tão específico e sensível quanto o de sangue. “A diferença dele é a facilidade na aplicação. A gente não produz nenhum tipo de resíduo contaminado, porque o exame de fluído oral, como primeiro teste, vai captar os anticorpos”. De acordo com ela, a equipe espera receber em torno de 400 pessoas hoje.

A forma de coleta é diferente do teste realizado por sangue e não possui contraindicação. Todo resíduo alimentar deve ser retirado antes de ser feito o teste. Em seguida, é passado com movimentos suaves na junção da gengiva e os dentes o swab (uma espécie de cotonete) quatro vezes na gengiva superior e quatro na inferior. Depois o cotonete é colocado por 10 segundos num frasco com uma solução. De 20 a 30 minutos sai o resultado.

O sociólogo Reinaldo Linhares, 48, foi fazer o exame. Para ele, é algo necessário e de consciência para consigo para com o próximo. “Isso tem que ser um hábito, um costume. Acho a campanha ainda muito tímida, penso que poderia ser um pouquinho mais esclarecedora. Mesmo com a consciência, as pessoas ainda não criaram o hábito de usar o preservativo, de fazer os exames, de colocar esses fatores como ingredientes importantes na construção de uma relação, mesmo as relações estáveis. Principalmente com jovens”.

Para Spiassi, os testes de rua não têm o propósito de dar conta dos testes da cidade. “Na verdade, a gente faz duas vezes por ano essa testagem de rua exatamentepara termos uma visibilidade do processo de testagem”, diz.

Segundo ela, o centro da cidade é uma região muitoimportante para o enfrentamento da epidemia, principalmente por causa da concentração de casos de homens que fazem sexo com homens (HSH). “A região central tem uma porcentagem muito alta de exames positivos nesse grupo. A ideia é que, estando aqui hoje, as pessoas venham, se interessem e lembrem do teste”, explica.

Caritas Basso é médica infectologista e uma das responsáveis pela testagem. Segundo ela, é importante o indivíduo saber seu estado sorológico. “Isso vale pra todas as pessoas, porque, embora a gente tenha uma epidemia centrada em algumas populações-chave, a população como um todo tem risco de contrair se não praticar as medidas de prevenção. Fazer o teste é fundamental para as pessoas conhecerem o estado sorológico e tomar as providências o mais precocemente possível”.

Ana Lucia Spiassi acredita que é um direto individualas pessoas saberem de seu status sorológico, principalmente para a manutenção da qualidade de vida. “Quanto antes se começa o uso da medicação antirretroviral, quanto antes se monitora a condição de saúde da pessoa que está soropositiva pro HIV, melhor é a qualidade de vida dela”, finaliza.

Leandro Fonseca, repórter colaborador da Agência de Notícias da Aids

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