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01/12/2014 – 15h40
o meio-dia, a tradicional soltura de balões vermelhos fechou a programação de eventos alusivos ao Dia Mundial da Luta Contra Aids, nessa segunda-feira (1º), no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São paulo. Foram quatro mil balões ao céu, simbolizando a luta contra a doença.
A celebração começou por volta de 11h, no anfiteatro do hospital, que é referência mundial no tratamento de doenças infecciosas. “Esse ano, nossa preocupação é com os jovens, pois é na faixa entre 15 e 24 anos que os casos aumentam mais”, disse Luiz Carlos Pereira Júnior, diretor do instituto.
Luiz Carlos também destacou que as 12 mil mortes por ano em consequência da aids são um número muito alto. “Ainda temos muitas batalhas pela frente e o estado de São Paulo, hoje, tem condições de dar um passo adiante”, continuou.
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David Uip, secretário de Estado da Saúde, explicou, na sequência, como será dado esse “passo adiante”. O secretário contou como vai funcionar a Rede de Atendimento ao Paciente com HIV/aids e Hepatites, cujo projeto ele lançou em julho. A rede será implantada a partir de três conceitos de hospitais: estruturantes (para casos mais complexos), estratégicos (atendimento do dia a dia) e de apoio (para dar retaguarda) – leia mais aqui.
O secretário, que é infectologista e foi diretor do Emílio Ribas antes de assumir a pasta, também contou que a rede confronta com a política do governo federal. “Eles estão municipalizando esse sistema”, comentou, referindo-se ao projeto do Ministério da Saúde de atender pacientes vivendo com HIV na atenção básica.
“Tratar HIV exige competência. O governo federal alega que São Paulo é diferente, tem uma condição especial. Enquanto eu for secretário, ele continuará liderando a forma de atendimento aos pacientes. Espero que outros estados se alinhem à nossa competência e não partam para banalizar esse serviço”, disse Uip.
O infectologista e pesquisador Esper Kallás deu uma aula sobre o tema “A cura da aids: estamos próximos?” para a plateia formada em sua maioria por médicos e outros profissionais de saúde. Ele mostrou alguns estudos que vêm sendo desenvolvidos nos Estados Unidos.
No fim, disse que, embora tudo seja perspectiva, tem esperança de que verá a cura da doença. “Teremos muitas novidades nos próximos anos.”
Dica de entrevista:
Instituto de Infectologia Emílio Ribas
Assessoria de Imprensa
(11) 3896-1386/3896-1300
Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
Assessoria de Imprensa
(11) 3066-8701 / 8702
Fátima Cardeal (fatima@agenciaaids.com.br)



