Unaids elogia farmacêutica Gilead por licenciamento voluntário de genéricos do lenacapavir, mas alerta para exclusão de países de renda média

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O Unaids, programa das Nações Unidas dedicado ao combate ao HIV/aids, recebeu com entusiasmo o anúncio feito pela Gilead sobre a assinatura de acordos de licenciamento voluntário para o medicamento lenacapavir com seis fabricantes de genéricos. A diretora executiva do Unaids, Winnie Byanyima, destacou a importância da medida para ampliar o acesso ao tratamento contra o HIV, especialmente em comunidades vulneráveis.

“O licenciamento do lenacapavir para produção genérica é um passo crucial na luta contra o HIV”, declarou Byanyima. O medicamento, que requer apenas duas injeções anuais, é considerado uma ferramenta revolucionária no combate à doença, especialmente para pessoas em maior risco, como mulheres jovens e comunidades marginalizadas. “Esse medicamento pode ser transformador, se todos que precisarem dele puderem acessá-lo”, ressaltou.

A diretora também elogiou a Gilead por licenciar o medicamento antes mesmo de seu registro formal, algo que ela acredita que deveria se tornar padrão na indústria farmacêutica. “Estamos combatendo uma pandemia, e a rapidez com que as versões genéricas chegam ao mercado será determinante para o sucesso desse tratamento”, afirmou.

Preocupações com a exclusão de países de renda média

Embora tenha elogiado a inclusão de um fabricante africano, localizado no Egito, Byanyima expressou preocupação com a exclusão de muitos países de renda média dos acordos de licenciamento. Segundo a diretora do Unaids, 41% das novas infecções por HIV ocorrem justamente em países de renda média-alta. “Essa exclusão compromete o potencial desse avanço científico”, alertou. Ela instou a Gilead a expandir as licenças para todos os países de baixa e média renda, garantindo que o medicamento esteja disponível onde é mais necessário.

Winnie Byanyima também destacou a importância de um preço acessível para o lenacapavir, citando estudos que apontam ser possível produzir e vender o medicamento por valores entre US$ 40 e US$ 100 por paciente ao ano. “Esperamos uma maior transparência sobre os custos e a divulgação de um preço específico”, acrescentou.

Inclusão de mais fabricantes africanos e opções de tratamento prolongado

A fabricação do lenacapavir em países africanos com altas taxas de HIV, como a África do Sul, é vista pelo Unaids como essencial para a sustentabilidade do tratamento. “A Gilead deve incluir mais fabricantes africanos na produção do medicamento”, reforçou Byanyima.

Além disso, a especialista pediu à empresa que amplie o uso do medicamento para tratamentos de longa duração em países de baixa e média renda. A diretora elogiou o fato de a licença incluir o uso do lenacapavir no tratamento, mas solicitou que a Gilead remova a limitação atual que restringe o medicamento a “pacientes com muita experiência em tratamento”. Para ela, é fundamental que as licenças sejam abertas a todos os usos necessários para garantir o sucesso da terapia.

Compromisso com o fim da aids

Em comunicado à imprensa, Byanyima afirmou que o compromisso de garantir acesso universal ao lenacapavir é um passo importante para proteger uma geração do HIV e antecipar o fim da pandemia de aids. “Não deixar ninguém para trás é a chave para liberar o potencial total desse medicamento e cumprir a promessa da Gilead”, concluiu.

O anúncio oficial da Gilead pode ser acessado aqui.

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A imagem mostra duas mãos segurando fitas vermelhas. À esquerda, uma fita vermelha menor é segurada, enquanto à direita, três fitas vermelhas maiores estão agrupadas. O fundo é escuro, destacando as fitas.

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