Agência Aids presta homenagem a Luiz Francisco de Assis Salgado, diretor regional da entidade pelo trabalho e parceria com a causa

Nesta quinta-feira, 28 de novembro, em alusão ao Dezembro Vermelho – mês de luta contra a Aids –, a Agência de Notícias da Aids presta uma homenagem a Luiz Francisco de Assis Salgado, diretor regional do Senac São Paulo. Reconhecido por seu compromisso com a educação e os direitos humanos, Salgado é celebrado por seu olhar visionário e por abrir as portas da instituição para rodas de conversa sobre HIV/aids, prevenção combinada e inclusão social entre os jovens que frequentam cursos profissionalizantes ou de menor aprendiz.
Além de suas conquistas profissionais, Salgado é lembrado com carinho por aqueles que compartilham sua vida pessoal. Pai, avô amoroso e marido companheiro, construiu ao longo dos anos, uma base sólida de afeto e ressignificação. Essa essência humana presente em sua atuação, levou-o a enxergar a educação como uma ferramenta de transformação para indivíduos e comunidades.
Trajetória de dedicação e inovação

Nascido em 2 de outubro de 1942, em São Paulo, Salgado iniciou sua jornada no Senac há 62 anos, como auxiliar de bens patrimoniais. Desde então, percorreu um caminho marcado por dedicação, inovação e visão estratégica. Em 1984, assumiu a diretoria regional da instituição, um marco que consolidou seu legado.
Sob sua liderança, o Senac São Paulo modernizou sua estrutura, expandiu sua rede física e se tornou referência em educação cidadã. Ele não apenas prepara profissionais para o mercado de trabalho, mas também promove valores de respeito, diversidade e inclusão.
Sua sensibilidade o levou a fazer do Senac um espaço de acolhimento e conscientização. Por meio de sua liderança, a instituição abraçou pautas fundamentais como saúde sexual, direitos humanos e a luta contra o estigma relacionado ao HIV/aids.
Iniciativas como a promoção do conceito “Indetectável=Intransmissível” (I=I), campanhas de prevenção e eventos educativos refletem sua crença de que a informação salva vidas e reduz barreiras. Ele entende que o papel da educação vai além do ensino técnico: é sobre transformar a sociedade em um lugar mais justo, empático, solidário e cidadão.
Reconhecimento pela parceria
O Senac de São Paulo teve uma atitude pioneira ao abrir as portas de suas unidades para receber informações sobre prevenção. Isso, graças ao olhar visionário do diretor regional. A homenagem da Agência de Notícias da Aids se soma a diversas condecorações que recebeu ao longo de sua carreira, incluindo a recente Medalha Anchieta e o Diploma de Gratidão da Câmara Municipal de São Paulo.
Esses reconhecimentos não são apenas um tributo às suas realizações profissionais, mas também à sua coragem de enfrentar desafios sociais com sensibilidade e determinação.
“Nossa parceria com o Senac de São Paulo existe há tempos porque a equipe da instituição e, particularmente, o diretor regional, Luiz Francisco de Assis Salgado, compreenderam a dimensão do HIV e que o problema não está resolvido. Os caminhos da prevenção e da informação tem sido ampliados nas várias unidades do Senac. Fundamental para evitar novos casos”, disse a jornalista Roseli Tardelli, diretora da Agência de Notícias da Aids.
Engajado na campanha de conscientização, o Senac São Paulo exibe no prédio da unidade Tiradentes, espaço dedicado ao ensino sobre saúde, um laço vermelho, símbolo da luta contra o HIV/aids. Além disso, distribuirá 12 mil laços vermelhos como gesto de solidariedade às pessoas vivendo com HIV.
Dezembro Vermelho
Além da homenagem na tarde desta quinta-feira (28), a Agência de Notícias da Aids expôs na unidade central do Senac duas exposições marcantes que integram a campanha Dezembro Vermelho.

A primeira é o “I Festival Internacional de Humor em IST e Aids”, com curadoria do Ministério da Saúde e do Departamento de Aids. A mostra apresenta cartoons selecionados entre os mais de 1.300 trabalhos inscritos no festival por artistas de 54 países. As obras abordam temas como prevenção, tratamento e direitos humanos, destacando o papel transformador da arte na conscientização sobre saúde.

A segunda exposição, “Vista-se”, reúne peças de roupas confeccionadas com preservativos pela artista plástica Adriana Bertini. O projeto teve início em 1996, quando Adriana aceitou o desafio de criar uma intervenção artística com preservativos vencidos enquanto era voluntária do Grupo de Apoio à Prevenção da Aids de São Paulo. Desde então, suas criações já foram exibidas em museus na Ásia, África, Europa e América, com apoio de nomes como Richard Gere e Elton John.
A Retomada de “Vista-se” e a Força da Ação Coletiva
O conceito de ação coletiva está no cerne do trabalho de Adriana Bertini. Sua arte vai além da estética, tornando-se um espaço de colaboração e transformação. Ao ressignificar materiais descartados – como preservativos, medicamentos vencidos, placas de testagem para ISTs e outros insumos relacionados à saúde sexual –, Adriana cria peças que transcendem o objeto físico. Cada obra carrega mensagens de prevenção, sustentabilidade e empoderamento, convidando a sociedade a refletir e agir.
“Transformar materiais descartados em arte é a minha maneira de desafiar estigmas e abrir diálogos que nos conectem como sociedade,” explica a artista que tem seu trabalho, reconhecido mundialmente, já circulou por 65 países e está presente em 24 museus ao redor do mundo.
Redação da Agência de Notícias da Aids
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