Ernest Egli
Neste mês de março, a Roche comemora 75 anos de atividades no Brasil. Um marco que conquistamos com muito orgulho, fruto do compromisso que assumimos em 1931 de trabalhar em prol da melhoria da saúde e do bem-estar dos milhões de brasileiros. Compromisso esse que reiteramos a cada novo dia e que faz da Roche uma empresa sólida, inovadora e respeitada.
Hoje, a Roche Brasil acumula diversas conquistas e vários lançamentos de produtos inovadores e de alta qualidade voltados à prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças. Investe continuamente na modernização de seu parque industrial em Jacarepaguá/RJ, um dos mais avançados da empresa e, consciente da importância de seu ativo mais precioso, tem preocupação constante com o desenvolvimento e aprimoramento dos seus mais de 1500 funcionários.
Um dos grandes objetivos da Roche é estreitar laços, dar suporte e conhecer cada vez melhor médicos, pacientes e profissionais de saúde. Pensando nisso, a empresa resolveu patrocinar um projeto com foco na humanização de hospitais batizado de “Humanizando Relações”. A intenção é realizar uma expedição a 12 hospitais das cinco regiões brasileiras e descobrir qual a visão de pacientes, familiares, médicos, enfermeiros e funcionários a respeito do dia-a-dia do ambiente hospitalar. Todos os envolvidos receberão câmeras digitais para retratar sua percepção e visão única do espaço hospitalar. O material irá gerar um documentário fotográfico que será apresentado em exposições pelos hospitais brasileiros.
Outra ação importante é a capacitação de ONGs, – a Roche e o Instituto Gestão para Organizações da Sociedade Civil (IGESC/USP) mantêm uma parceria que oferece cursos de gestão para ONGs na área de saúde. O curso para esse púbico específico foi montado pelo instituto e implementado junto com voluntários da Roche. Além de aulas teóricas, o curso inclui uma consultoria social para auxiliar as ONGs a desenvolver e, posteriormente, implantar um plano de ação.
Para colocar o Brasil no mapa da tecnologia de ponta, a empresa está reforçando os recursos destinados à pesquisa clínica. Somente no país, são investidos cerca de US$15 milhões por ano nesta área. Em todo o mundo são 5,7 bilhões de francos suíços.A nossa opção pelo investimento contínuo em pesquisa nos mostra que esse foi um caminho acertado. Temos orgulho de informar que foi na Roche que surgiram os primeiros inibidores de fusão e de protease para o tratamento da Aids. Os cientistas da Roche do Reino Unido descobriram o medicamento saquinavir, primeiro representante da classe “inibidores de protease”. Posteriormente, a empresa lançou o medicamento nelfinavir, também representante desta classe. Os inibidores desta enzima, chamada protease, bloqueiam uma etapa da reprodução do HIV, o que impede a contínua infecção de novas células. Esta classe de medicamentos é fundamental na composição do coquetel, ou seja, do conjuto de drogas usadas no tratamento do HIV.
Em 2004 fomos novamente pioneiros. Tivemos o lançamento do Fuzeon® (enfuvirtida), que é o primeiro medicamento da classe dos “inibidores da fusão”, assim chamados porque dificultam o contato do HIV com as células do sistema imunológico, impedindo a sua entrada e contaminação desta célula. Trata-se de uma enorme inovação, já que os medicamentos atualmente disponíveis no tratamento de pacientes com AIDS agem depois de a célula ter sido infectada, enquanto o Fuzeon impede a entrada do HIV na célula. O princípio ativo, enfuvirtida, é uma revolução tecnológica. Criado em laboratório, ele é uma seqüência de 36 aminoácidos que se liga especificamente a uma região do HIV, impedindo-o de entrar na célula. A produção do Fuzeon é extremamente delicada. Trata-se do mais complexo anti-retroviral produzido até hoje com 106 etapas de produção (a média das etapas de produção é de doze nos demais anti-retrovirais). São necessárias 44 matérias-primas obtidas em dez países diferentes. Fuzeon foi considerado “Produto do Ano” pela revista Business Week e “A verdadeira inovação na área médica” pelo Wall Street Journal.Além do desenvolvimento de novos medicamentos, a Roche se comprometeu a ajudar ainda mais na luta contra a Aids nos países subdesenvolvidos, os mais afetados pela doença no mundo. Com uma ação inovadora, a empresa anunciou a transferência tecnológica para facilitar a ampliação da produção na África subsaariana e nos países mais necessitados de acordo com a avaliação da ONU, proporcionando aos fabricantes locais os conhecimentos técnicos necessários para a produção de medicamentos genéricos para a Aids. Nestes países estão 69% de todos os portadores de HIV do mundo. A transmissão de conhecimentos terá como modelo o processo do saquinavir, o inibidor de protease do HIV recomendado pela OMS. A partir do segundo trimestre deste ano a Roche terá uma equipe baseada na África para coordenar a transferência dos conhecimentos e técnicas de produção do medicamento.
Ao lado de nossa preocupação em desenvolver medicamentos cada vez mais eficazes, a Roche reconhece a importância dos programas governamentais. Apoiamos o programa de AIDS do governo brasileiro e confiamos em sua continua modernização para que siga como uma referência mundial nessa área.Enfim, toda a nossa história de sucesso está diretamente ligada ao continuo investimento em pesquisa de novos produtos, ao profissionalismo de nossa gente, à inovação e à busca da excelência em nossa área de atuação. Estamos diariamente comprometidos com a missão da Roche de inovar em saúde. Por tudo isso e por tudo que ainda faremos, sinto que é um privilégio presidir a Roche Brasil neste momento tão importante de sua história.
ERNEST EGLI
Presidente Roche Brasil e América Latina
Contato com a imprensa:Nira Worcman-Corporate Communications Manager,
Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A.-nira.worcman@roche.com – Phone + 55 11 3719.7752
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