Thais Adriana do Carmo
Como profissional de saúde, o farmacêutico sempre esteve preocupado com a saúde pública e bem estar da população. No entanto, os tempos modernos trouxeram a concorrência que transformou farmácias e drogarias em comércios, deixando de lado o caráter de centros de promoção à saúde desses estabelecimentos. Junto a essa visão comercial, o profissional farmacêutico também foi desvalorizado e perdeu importância ante a sociedade. No entanto, o CRF SP preocupado tanto com a atuação do farmacêutico quanto com a saúde da população, lançou mais uma campanha do projeto Educação em Saúde. Dessa vez o foco é a orientação e prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis (DST), com ênfase na Aids. Assim, a farmácia e o
profissional farmacêutico poderão novamente atuar como agentes de saúde contribuindo para minimizar problemas de saúde pública e melhorando a qualidade de vida da população.
Farmácias em todo o estado vão, através do farmacêutico, orientar e tirar dúvidas de usuários a respeito de DST e AIDS. A garantia da adesão à campanha e o sucesso aos tratamentos medicamentosos encontra sua eficácia quando o farmacêutico está à frente deste procedimento, fazendo parte da cadeia dos profissionais de saúde comprometidos com a qualidade de vida da população. Dados alarmantes mostram que a sociedade deve se unir e combater as DST. Segundo uma pesquisa recente feita pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério da Educação, há no Brasil cerca de 280 mil casos registrados de aids. O total de infectados pode chegar a 600 mil e na faixa de 13 a 19 anos, as meninas são seis vezes mais infectadas que os meninos. Para se ter uma idéia da importância do farmacêutico quando tratamos o tema
DST, alguns dados da Organização Mundial de Saúde indicam que no Brasil ocorrem cerca de 12 milhões de novos casos de DST ao ano, sendo que apenas 30% dos doentes procuram o serviço hospitalar ou unidades de atendimento básico. Em alguns casos, as DST podem aumentar em 18 vezes o risco de infecção pelo vírus da Aids e cerca de 70% das pessoas com alguma doença sexualmente transmissível buscam tratamento diretamente em farmácias. Para esta campanha diversas entidades de saúde e que militam em defesa dos pacientes portadores de DST/AIDS, como as Secretarias Estadual e Municipal de Saúde, GAPA, Fórum de Ongs Aids, Associações e Sociedades que representam
os farmacêuticos estão envolvidas dando seu apoio e trabalhando em conjunto com o CRF-SP, demonstrando que esta campanha não é só do Conselho de Farmácia, mas da sociedade como um todo.
O primeiro passo foi dado, mas não podemos deixar de continuar caminhando. Para isso se faz extremamente necessário à participação de todos os segmentos da sociedade. À população cabe buscar orientação adequada e se prevenir, além de cobrar das autoridades qualidade no atendimento e uma maior preocupação com o tema. A nós, farmacêuticos e demais profissionais de saúde, cabe não nos abster de uma obrigação e responsabilidade que é nossa. A de prestar um bom atendimento, orientar a população e promover assim o bem
estar e a qualidade de vida. Aos nossos representantes no poder público cabe respeitar a sociedade e esse respeito só é dado quando condições mínimas de sobrevivência são promovidas em todos os sentidos.
Thais Adriana do Carmo, farmacêutica responsável pelo programa “Educação e Saúde”, diretora do CRF/SP e professora da Universidade Metodista de Piracicaba. Telefone: (0XX11) 3083-2592
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