Rodrigo Souza
Foi muito gratificante participar da minha primeira conferência internacional de Aids.
Primeiro porque neste exato momento que parei para escrever este artigo sinto me sobre o efeito da adrenalina.
Esta sensação foi provocada durante a manifestação do nosso Movimento Nacional de Luta contra Aids, em que colocamos como pauta a questão do acesso universal ao tratamento anti-retroviral e da não prorrogação das patentes de medicamentos, conforme os laboratórios estão solicitando.
Foi emocionante. Com a bandeira nacional estendida, apitos e faixas, éramos aproximadamente 15 ATIVISTAS totalmente comprometidos com a causa.
Nos reunimos na entrada do maior salão do congresso e partimos em direção da plenária, onde iria iniciar uma mesa que discutiria o acesso universal.
Cruzamos todo o salão, inclusive subindo ao palco principal, de onde fomos aplaudidos de pé pelos presentes. Com certeza, este foi o momento mais emocionante desde que me tornei ativista deste movimento.
Desta conferência tirei varias experiências que levarei para os meus companheiros que não puderam participar.
Presenciei discussões sobre criminalização, acesso universal, prevenção positiva, circuncisão, licenciamento compulsório, entre outras.
Pelo que acompanhei, o grande compromisso, além de ser pela cura da Aids, é também para a promoção do acesso universal e o fim do estigma e preconceito sofrido pelas pessoas com HIV e Aids.
Também acompanhei várias outras manifestações, participando efetivamente de algumas, como a feita em prol do licenciamento compulsório do anti-retroviral Kaletra na Colômbia.
Tenho certeza que vou guardar essa experiência pelo resto de minha vida.
Rodrigo Souza Pinheiro é presidente do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo.
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