Por Michel Sidibé
Nunca antes na história da aids, tínhamos chegado a um momento em que podíamos nos levantar e dizer com convicção: “O fim da epidemia está à vista”.
Este foi um ano de muitas realizações, de ações coletivas, de resistência e de coragem. Apesar de a crise econômica mundial ter atingido o combate da aids, milhões de vidas foram salvas com tratamento e prevenção.
Os líderes mundiais fizeram novas promessas – corajosas, tangíveis e realistas. Essas promessas agora devem ser cumpridas em cada País, em cada comunidade e para todas as pessoas que necessitam. Felizmente, os líderes estão de pé para dizer que uma geração livre da aids é possível, que nenhuma criança deve nascer com HIV e que nenhuma mãe deve morrer em decorrência desta doença.
O abismo entre tratamento e prevenção terminou. O tratamento é a prevenção.
A grande divisão para a tomada de atitudes na área da saúde e para o controle da aids também está diminuindo, ou seja, o enfrentamento da epidemia de HIV saiu de um patamar de isolamento e passou a ser mais integrado nos serviços de saúde. A resposta à aids está pavimentando o atendimento à saúde, criando profissionais mais comprometidos, que respeitam e que se entregam aos valores de cada indivíduo.
A estrada diante de nós é clara e nós podemos continuar seguindo em frente e acelerando com investimentos inteligentes, baseados em evidência científicas, e que respeitam os direitos humanos.
É por isso que os líderes mundiais devem financiar totalmente a resposta da pandemia de aids. A meta global de investimentos é de 22 a 24 bilhões de dólares, que devem ser divididos entre todos os países, doadores e outros parceiros. Apenas se estivermos juntos nesta luta é que conseguiremos garantir um futuro melhor.
Para este Dia Mundial de Luta contra a Aids, apelo aos líderes, às comunidades, aos países, às pessoas que vivem com HIV e aos jovens a olharem para a frente e trabalharem para um mundo com “zero novas infecções do HIV, zero casos de discriminação e zero mortes em decorrência do HIV.”
Michel Sidibé é diretor executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids)
* Este texto foi livremente traduzido do original em inglês para o português
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