A força da mulher

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Maria Lúcia Amary*

03/03/2016 – Neste Dia Internacional da Mulher, que será comemorado na terça-feira (8 de março), quero prestar minha homenagem a todas as mulheres que atuam com determinação em todas as suas áreas de atividade, cuidam com ternura da sua família, se dividem em muitas com paciência para dar conta do dia a dia e marcam presença com sabedoria na sociedade.

O trabalho de todas nós, mulheres, é árduo e muitas vezes carregado de sofrimento, mas não esmorecemos nunca. Enfrentamos a tripla jornada com coragem, combatemos o preconceito de cabeça erguida e vamos fazendo o nosso próprio caminho sem perder a sensibilidade e humanizando as ações.

Quero, em especial, homenagear as mulheres que lutam por uma vida melhor e pela dignidade, como as portadoras de aids, que têm uma luta à parte, uma jornada a mais para enfrentar todos os dias e não desanimam nem se deixam vencer pelos desafios. Essas são mulheres fortes.

Em face da minha atuação parlamentar, sempre ligada diretamente e de forma intensa com a causa feminina, buscando dar às mulheres condições de igualdade com os homens e de crescimento, com projetos e ações voltadas principalmente à saúde, assumi a luta da Frente Parlamentar de Enfrentamento das DSTs/HIV e Aids.

Tenho certeza de que a Frente poderá fazer uma grande diferença para todas as pessoas que precisam de cuidados na área hoje. Afinal de contas, vamos levar o olhar feminino para o problema das mulheres e o olhar feminino é mais abrangente, porque a mulher tem o compromisso com a família e com a sensibilidade.

A história está repleta de mulheres que deixaram a sua marca por seus feitos de destaque. Leila Diniz foi símbolo irreverente da resistência à ditadura nos anos 60; Clarice Lispector, um universo em uma só mulher; Carlota Queiroz e Bertha Lutz, as pioneiras na luta pela igualdade de direitos e as primeiras deputadas brasileiras.

Outras que merecem o nosso respeito são: Maria da Penha, símbolo da luta pelos direitos da mulher; Hebe Camargo, que mostrou que sempre é tempo de recomeçar mesmo aos 80 anos e com um câncer raro, que só ocorre em mulheres; Ruth Cardoso, inovadora nos projetos sociais, e Zilda Arns, com uma história na Pastoral da Criança.

Todas elas marcaram a nossa história, a própria história e a história do nosso país. Mas quero também destacar as esposas, filhas, chefes de família, donas de casa, mães, mães que são pais, avós que são mães, líderes de bairro, religiosas, figuras anônimas na multidão, enfim, todas as mulheres, porque todas têm o seu valor.

Quanto a meu compromisso com a luta das mulheres tenho a dizer que os desafios sempre marcaram minha história política. Fui a primeira mulher, por exemplo, a presidir um partido em Sorocaba, em 1995, o PSDB, em uma época em que as mulheres eram só coadjuvantes. E consegui abrir espaço para chegar a um mandato parlamentar e para incentivar outras mulheres.

Hoje, no quarto mandato consecutivo, sou também a primeira mulher a ocupar, nos últimos 50 anos, a 1ª vice-presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo e ainda fui eleita recentemente para ocupar a coordenação da articulação política do PSDB Mulher Nacional.

Na Assembleia, fui líder da bancada do PSDB e vice-líder do governo. Presidi a Comissão de Constituição e Justiça e integrei as comissões de Finanças, Orçamento e Planejamento e a Comissão de Educação. Em 2014, ainda fui relatora da Lei de Diretrizes Orçamentárias e do Orçamento que vigorou para 2015.

Entre leis e projetos, destaco a consolidação de toda a legislação referente à mulher para facilitar a consulta e a utilização, a lei que garante o atendimento especial às mulheres e crianças vítimas de violência sexual, a que dá assistência básica em reprodução humana, a da saúde da mulher detenta e a da qualidade de vida da mulher no climatério.

*Maria Lúcia Amary cumpre o quarto mandato consecutivo como deputada estadual, é a primeira vice-presidente da Assembleia Legislativa, é a coordenadora nacional de articulação política do PSDB Mulher e a coordenadora da Frente Parlamentar de Enfrentamento das DSTs/HIV e Aids, além de professora e advogada.

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