Por Zarifa Khoury
Depois de mais de 30 anos da descrição da Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida vivemos um momento de marcada redução no número de doentes com aids e do risco de morte.
Com o aumento da expectativa de vida entre as pessoas infectadas, o grande desafio a ser enfrentado resulta das consequências da infecção de longa duração, do seu tratamento, dos hábitos e estilos de vida destas pessoas.
Hoje, alterações corpóreas da lipodistrofia, problemas cardiovasculares, aumento da pressão arterial, obstrução das artérias coronárias, alterações renais, osteopenia / osteoporose e perda de memória são frequentemente observadas nas pessoas vivendo com HIV e aids, modificando o cenário anterior relacionado à infecção do vírus.
A qualidade de vida consolida-se como um caminho a ser seguido. Assim, o exercício físico, aliado a dieta balanceada e mudança de hábitos pouco saudáveis passam a constituir os novos desafios atuais.
É importante ressaltar que as alterações acima descritas mostram-se hoje muito mais relacionadas à infecção crônica não controlada do que ao uso dos medicaments antirretrovirais, por isso estes não devem ser postergados com a justificativa de minimizar os efeitos antes atribuídos a estes fármacos.
Uma vida mais saudável, com mais movimento físico, menos ingestão de alimentos industrializados, realizando atividades produtivas e que nos satisfazem, constituem a melhor receita para todos, incluindo as pessoas vivendo com HIV e aids, neste 7 de abril, Dia Mundial da Saúde.
Zarifa Khoury é infectologista, coordena a 8ª Unidade de Internação do Hospital Emílio Ribas, é professora da Faculdade de Medicina da Unisa e trabalha no Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo.
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