
O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, descartou a possibilidade de uma troca no Ministério da Saúde por indicação política. A fala aparece em meio à pressão do Centrão para ocupar a pasta comandada por Nísia Trindade. O que aconteceu: Padilha disse que o presidente Lula (PT) defendeu, desde a montagem do governo, uma indicação técnica para o Ministério da Saúde. “Ele fez questão de, no caso do Ministério da Saúde, nunca abrir para o debate partidário de composição”, disse em entrevista concedida hoje à GloboNews.
- O ministro ressaltou que há outras pastas onde a indicação política é permitida. “Mas tem vários ministérios que foram compostos a partir de indicações partidárias, como é feito nas democracias”.
Durante a entrevista, Padilha também disse que o governo deve se reunir com lideranças do União Brasil nesta semana para definir a situação da ministra do Turismo, Daniela Carneiro, que deve deixar o cargo após pedir desfiliação da sigla. Ele afirmou que está aberto ao “conjunto de partidos políticos que queiram colaborar com o governo”.
Ministério da Saúde:
- O Ministério da Saúde se tornou objeto de desejo do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e de deputados do Centrão em meio a negociações de cargos e emendas por votos favoráveis a propostas do governo Lula (PT).
- Segundo deputados e senadores ouvidos pelo UOL, três razões resumem a fonte de cobiça: orçamento disponível para investir nas cidades; os aportes em saúde têm “capilaridade”; e investimentos em hospitais, remédios e programas de saúde são considerados excelentes materiais para propaganda em anos de eleições.
- Outro ponto de interesse dos parlamentares são as emendas. Ocupando secretarias, eles conseguem aumentar a influência sobre a liberação das emendas.


