Em alusão ao Primeiro de Dezembro de 2021, a Agência de Notícias da Aids realizará a ‘Mostra Mais Arte, Menos Aids’ e do ‘Webinário: 40 anos de Aids no mundo: o que fizemos, o que falta fazer?’. Ambos os eventos acontecem em homenagem ao Dia Mundial de Luta Contra Aids.

No primeiro deles, a Mostra de Arte acontecerá no dia 27 de novembro e vai reunir artistas vivendo com HIV/aids, como a artista plástica Micaela Cyrino, o dançarino Flip Couto e a escritora Thais Renovatto. A programação, com transmissão ao vivo pela TV Agência Aids, Facebook e Youtube conta com bate-papos sobre literatura e aids, performances e muita música.

A ideia da mostra é utilizar a arte para falar de prevenção, autocuidado, HIV/aids e direitos humanos. A programação conta com bate-papos, shows, literatura e performances, tudo com a nova geração de artistas com HIV.

Para este evento, a Agência Aids conta com o apoio do Fundo Positivo, Senac, Sesc São Paulo e da farmacêutica GSK.

“O Senac São Paulo apoia o Dezembro Vermelho e as ações na luta contra a Aids como forma de ampliar o debate sobre a existência do HIV e da doença. Reforçamos a importância de as instituições se engajarem com a causa, assim como fazemos a partir de apoio educacional. Neste ano, vamos juntos prestigiar a Mostra ‘Mais arte, menos aids’, promovida pela Agência de Notícias da Aids, na qual artistas com HIV mostrarão suas obras”, afirma Luiz Francisco de A. Salgado, Diretor Regional do Senac São Paulo.

Rodrigo Zilli Haanwinckel, infectologista, Líder da Área Médica de HIV da GSK Brasil, disse que “a mostra de arte +arte – Aids é de grande relevância para a sociedade como fonte de inspiração e reflexão associada ao Dia Mundial de Luta contra a Aids. A arte é expressão humana básica e o debate sobre prevenção do HIV, autocuidado e direitos humanos é indispensável nos dias atuais. É um orgulho para a GSK apoiar essa iniciativa, totalmente alinhada com a missão e os valores da empresa”.

Já o Sesc São Paulo é mantido pelos empresários do comércio de bens, turismo e serviços, com objetivo proporcionar o bem-estar e a qualidade de vida aos trabalhadores deste setor e sua família. No estado de São Paulo, o Sesc conta com uma rede de 43 unidades operacionais – centros destinados à cultura, ao esporte, à saúde e à alimentação, ao desenvolvimento infantojuvenil, à terceira idade, ao turismo social e a demais áreas de atuação.

Maria Odete, gerente no Sesc São Paulo disse que “a mostra Mais Arte, Menos Aids é um importante evento do cenário cultural de São Paulo, constituindo um espaço de resistência e reflexão a respeito da Luta Contra a Aids. Ao longo dos últimos 40 anos, expressões artísticas de diversas linguagens, em processos individuais de cura, ou ainda, em provocações coletivas, têm sido uma potente forma de enfrentamento aos estigmas e preconceitos que sempre estiveram presentes para as pessoas vivendo com HIV. O Sesc, em consonância com a Agência de Notícias da Aids, idealizadora da mostra, provoca seu público através das ações do Projeto Contato, que acontece de 26 de novembro a 05 de dezembro e, da mesma maneira, promove o encontro entre as pessoas e, assim, o permanente diálogo em busca de humanização e respeito às pessoas vivendo com HIV/Aids.”

 

Webinário

O webinário “40 anos de Aids no mundo: o que fizemos, o que falta fazer?” será apresentado pelo Youtube e Facebook da Agência Aids e tem o apoio do Senac São Paulo, da Gilead Sciences, da Jansen, da Ecos Sexualidade e do Fundo Positivo.

A farmacêutica Gilead Scienses também está apoiando a iniciativa. A Gilead é uma empresa de biofarmacologia americana, sediada na Califórnia. Em abril de 2020 a revista brasileira Exame a descreveu como “uma das maiores fabricantes de medicamentos dos Estados Unidos”.  Se tornou conhecida a nível nacional no Brasil pela produção de medicamento contra a Covid-19. A busca por uma solução de combate ao coronavírus não vem da Gilead por acaso, já que a empresa é conhecida por seus medicamentos antivirais. A empresa também é conhecida por ter alguns dos principais remédios no mercado para complicações geradas pelo HIV e pela hepatite. A companhia comercializa 25 medicamentos nos EUA e tem 11.000 funcionários, segundo seu site oficial.

“Revisitar a história do HIV/Aids no Brasil, o impacto social gerado e a pressão e estigma lançados sobre as pessoas vivendo com HIV/Aids, assim como a resposta da ciência e dos ativistas aos vários desafios impostos é algo que exige um exercício frequente de reflexão e superação. A Gilead Sciences Brasil apoia todas as iniciativas que fortaleçam o acesso à melhor informação, ao bem estar e à desconstrução de preconceitos e estigmas lançados sobre as PVHIV que, ao invés de auxiliarem, maltratam e desviam o ser humano do curso natural da vida de respeito e solidariedade às suas singularidades e necessidades pessoais e sociais, gerando sofrimento a estas pessoas e a todo o seu núcleo familiar e de convívio. A Agência Aids tem sido um forte parceiro da Gilead Sciences Brasil no combate às iniquidades e ao medo enfrentado pelas PVHIV”, disse Marilia Casseb, diretora associada de Relações Externas da Gilead Sciences.

A Janssen também compõe a indústria farmacêutica com mais de 30.000 pessoas trabalhando na empresa com foco no tratamento de doenças cardiovasculares, HIV, doença de Alzheimer, câncer, entre outros. Presente em 150 países, foi fundada em 1935, na Bélgica. A companhia foi criada não como subsidiária de uma indústria química, mas com o objetivo de se dedicar à pesquisa farmacológica.

Vinicius Ilmer, gerente de assuntos médicos da virologia na Janssen Brasil, lembrou que “2021 marca os 40 anos desde o início da pandemia de aids e desde lá a ciência e o entendimento sobre o vírus evoluíram muito. Chegaram os tratamentos, programas de acesso e principalmente mais conhecimento e informação, duas ferramentas poderosas contra o preconceito e o estigma que muitas das pessoas com HIV sofrem. Eu não poderia deixa de destacar o papel fundamental da Agência Aids neste contexto. Por meio de trabalho sério, informação de qualidade e conexões e por dar visibilidade a quem vive com HIV, a agência se consolida como um grande agente de mudança em quase 20 anos de atuação. Parabéns Agência Aids pelo compromisso incansável de atualizar, compartilhar conhecimento e desmistificar. Seguimos juntos e mais presentes contra o HIV.”

Da Ecos Sexualidade, Juny Kraiczyk disse que “desde 1988 o Brasil é celebrado em 1º de dezembro o Dia Mundial de Luta contra a Aids, essa data foi criada pela Assembleia Mundial de Saúde, com o apoio da ONU (Organização das Nações Unidas) em 1987 com o propósito de conscientizar o mundo para a prevenção e também quebrar os tabus sobre o assunto. Quatro décadas se passaram e ainda precisamos lutar contra o preconceito, já que portadores do vírus e doentes de aids sofrem diferentes formas de estigma e discriminação. O webinário idealizado pela jornalista e ativista Roseli Tardelli, diretora desta agência aids, se constitui como uma importante estratégia e para apoiar as pessoas envolvidas na luta contra o HIV e melhorar a compreensão desse agravo como um problema de saúde pública global. Além disso, o webinário vem para apoiar as pessoas que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade, é uma forma de darmos as mãos, mesmo que virtualmente, para superar momentos difíceis, trazendo esperança e solidariedade.”

Harley Henrique, coordenador geral do Fundo Positivo, afirmou que “a Agência Aids é uma referência para o Brasil e também um modelo para outros países no campo da comunicação no HIV/aids. Sem dúvida nenhuma, muito do que foi produzido de informação, baseada em ciência e atualizada no Brasil veio ou foi produzida pela Agência Aids, que também foi uma fonte para a imprensa tradicional. A Agência agora promovendo um seminário web, em um marco dos 40 anos da epidemia de HIV/aids no Brasil, tem importância fundamental pra resgatar o debate do tema do HIV/aids que se perdeu muito nos últimos anos e saiu de foco especialmente nos últimos dois anos, com a pandemia da Covid-19. É importante aprender as lições que a epidemia trouxe, a importância do SUS, do ativismo social que promoveu leis federais como a lei do antirretroviral gratuito e atendimento universal. E assim, nos encorajar para seguir em frente e não perder os avanços e direitos conquistados. Então, o webinário tem um marco muito importante, inclusive porque está trazendo para o debate especialistas que estão há anos lidando com o assunto e trouxeram ganhos para esse esforço de comunicação tão importante na prevenção do HIV/aids.”

 

 

Serviço:

Mostra “MAIS ARTE, MENOS AIDS 2021”
27 de novembro, entre 14h e 19h
transmissão Youtube e Facebook da Agência Aids

Webinário “40 anos de Aids no mundo: o que fizemos, o que falta fazer?”
Dia – 1º de dezembro Horário – 9h30 às 18h
Canal do Youtube da Agência Aids  e Facebook