Nessa terça-feira (17), foi apresentado na TV Agência Aids, a live “Diagnóstico Precoce X Diagnóstico Tardio em HIV” exibido pelo Fundo Positivo como parte do Projeto Saúde Positiva. Mediada por Harley Henriques, fundador e atual coordenador do Fundo, participaram do bate-papo a dra. Fabianna Bahia, infectologista, a professora e psicóloga Kátia Bones Rocha e a professora Marli da Silva, enfermeira e especialista em saúde da família.

Elas conversaram por mais de uma hora sobre a importância do diagnóstico precoce em HIV e o que deve ser feito a partir disso.

Harley Henriques aproveitou o debate e mandou um recado para as pessoas que descobriram recentemente o diagnóstico positivo para o HIV. “Temos diversos podcasts mensais, vídeos informativos e cards sobre o conteúdo, todos os materiais estão disponíveis no nosso canal do Youtube.”

 “Se você descobrir o HIV precocemente e fazer a terapia regular, hoje em dia você tem a possibilidade de ter uma expectativa de vida igual a das pessoas que não têm HIV, então isso é um dado importantíssimo”, frisou a dra. Fabianna Bahia.

Na mesma linha, a professora Kátia acrescentou que “o diagnóstico precoce tem o objetivo de diminuir a transmissão e afetar de forma positiva o índice de mortalidade.”

Para a professora Marli, a empatia faz toda diferença no momento do diagnóstico. “Quando eu me coloco no lugar do outro fica mais fácil para trabalhar esse diagnóstico. Receber um teste positivo para o HIV coloca na vida de uma pessoa muitos desafios, desafios que adentram a vida, no aspecto pessoal, social e profissional”, afirmou.

Além de orientar sobre a importância das testagens, a dra. Fabianna Bahia e as professoras Kátia e Marli da Silva, alertaram sobre a importância da prevenção, não só para o HIV, mas também para outras IST’s.

A infectologista aproveitou a oportunidade para apresentar  a mandala da prevenção combinada e o conceito do I=I (indetectável e intransmissível). “O indivíduo com HIV positivo, que tem a carga viral indetectável, dificilmente vai transmitir o  HIV para seu parceiro, claro que isso não quer dizer que a pessoa deva transar sem camisinha, estar indetectável é bom, mas continue transando com camisinha.”

Já a psicóloga Kátia lembrou de outro ponto que, segundo ela, é muito recorrente na vida de pessoas vivendo com o HIV. “Existe a narrativa de risco e culpa entre os usuários, então é preciso falar e orientar sobre.”

A enfermeira Marli da Silva apontou a importância do acolhimento nesses casos. “O estigma, o preconceito e a discriminação ainda existe. Isso faz com que as pessoas se afastem do tratamento. É também quando aumenta a vulnerabilidade, as dúvidas, as angústias, os medos e as tensões e tudo isso dificulta ainda mais a adesão ao tratamento.”

Confira a live na íntegra a seguir:

Gisele Souza (gisele.agenciaaids.com.br)

Dica de entrevista

Fundo positivo

Site: https://fundoposithivo.org.br/